Mercado de software brasileiro é o 12º maior do mundo

jul 9, 2010 by

O setor no país registrou faturamento de US$ 15,3 bilhões no ano passado.O presidente da Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes), Gerson Schmitt, afirmou que o Brasil se prepara para retomar o ritmo de expansão anterior, a partir deste ano, no mercado de software e serviços. No ano passado, em relação a 2008, o crescimento foi de 2,4%, superior ao aumento de 0,89% em nível mundial.


Schmitt explicou que a adoção de tecnologia cresce como fator de competitividade empresarial e de qualidade de gestão na área pública. “Ela tem crescido a um ritmo de 20% ao ano, para mais. Então, nós acreditamos que deste ano em diante, o patamar típico do mercado retorna”, disse ele.

Para o executivo, a demanda está aquecida no país para o mercado. O setor no país constitui atualmente o 12º maior mercado interno do mundo, com um faturamento de US$ 15,3 bilhões no ano passado. Schmitt considerou que o crescimento poderia ser ainda mais acelerado.

Na França e na Alemanha, por exemplo, o mercado interno de software e serviços registra de US$ 40 bilhões a US$ 60 bilhões. Fatores como a área de cobertura, população e o Produto Interno Bruto (PIB) são variáveis macroeconômicas suficientes para que o Brasil atinja esse objetivo, avaliou Schmitt. “O Brasil tem condições de estar entre os cinco ou seis primeiros em termos de mercado de TI”.

Um obstáculo citado por Schmitt, é o papel do Estado no setor. Embora seja o maior consumidor de tecnologia, com 38% do mercado nacional, o governo não é o maior comprador, “porque faz muita autoprodução e acaba concorrendo com oportunidades com a área privada”.

Segunda a Abes, o custo de produção de software no Brasil é mais caro do que em países concorrentes, como a Índia e o Vietnã, devido à valorização do real frente ao dólar e à elevada carga tributária. Além de pagar mais pela mão de obra especializada em relação aos países asiáticos, a agregação dos encargos sociais, o fortalecimento da moeda interna e outros custos, fazem o produto brasileiro perder competitividade.

O mercado nacional é formado por 94% de micro e pequenas empresas. O ranking por usuários no mercado interno mostra que os setores da indústria de transformação e financeiro correspondem a quase 50% dos compradores de software e serviços no Brasil. O governo aparece em 5º lugar na pesquisa da Abes.

O comércio apresentou a maior queda na compra de produtos e serviços de TI (-14%), ao contrário disso, os maiores crescimentos entre os compradores em 2009, em relação ao ano anterior, foram observados nos setores de agroindústria (11,7%) e financeiro (8,6%).

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