Minicom e teles voltam a negociar metas de universalização
O governo retoma nesta sexta-feira, 28/1, as negociações com as concessionária de telefonia fixa sobre o novo plano geral de metas de universalização, o PGMU 3, que a princípio deveria ter sido aprovado até o fim do ano passado, mas esbarrou na resistência das teles, especialmente nas questões relativas à banda larga.
“Vamos recomeçar nesta sexta-feira com uma reunião técnica entra o ministério, a Anatel e representantes das empresas”, disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que também deverá participar desse encontro.
O objetivo é avançar em um acordo sobre as novas metas e a intenção do governo é manter obrigações de banda larga no PGMU 3. As empresas reclamam de que esse serviço não faz parte da concessão, mas o próprio Paulo Bernardo reitera de que as teles já aceitaram obrigações de banda larga quando da troca de metas de PSTs por backhaul.
As empresas questionam ainda pontos sobre a telefonia rural e os cálculos de custos apresentados pela agência e chegaram a levar a discussão à Justiça – mas abriram mão do processo quando o governo puxou para o Poder Executivo a negociação.
Na semana passada, ao participar da Campus Party, em São Paulo, Paulo Bernardo já antecipara que os meses de fevereiro e março seriam decisivos para o PGMU 3. O ministro afirmou que fará uma série de reuniões, com a participação da Anatel, para tentar ajustar as diferenças. O plano do governo é fechar o acerto ainda em março, para confirmar a data de 02 de maio para a assinatura dos contratos.




