No Japão, indústria para produção e contabiliza os danos
Ainda sentindo os fortes efeitos do terremoto que devastou várias cidades do país na última sexta-feira, 11/03, o Japão, agora, sente o efeito do desastre natural na sua produção industrial. Empresas como Panasonic, Epson, Sony e Toshiba suspenderam por tempo indeterminado a produção de suas unidades fabris – danificadas pelo terremoto ou pela Tsunami. Realidade semelhante acontece na área de Telecom. As operadoras tentam manter os serviços em atividade, mas sofrem com a ruptura dos cabos submarinos e da destruição total ou parcial de suas infraestruturas de rede, principalmente, ERBs e redes ópticas.
A Panasonic informou nesta segunda-feira, 14/03, que está suspendendo por tempo indeterminado suas operações para avaliar os danos nas suas plantas. Posição semelhante já tinha sido tomada pela Sony, que tinha fábrica em Fukushima, área afetada ainda pelo grave risco de contaminação nuclear, e pela Toshiba, fabricante de chips e memória flash.
A Epson, também por meio de comunicado, informou que está fechando as suas fábricas, em especial, a de Fukushima (Minami-Soma, província de Fukushima), cuja planta está a 16 Km da Usina Nuclear e dentro da Zona de evacuação determinada pelo governo do país. Outras unidades fabris da empresa também estão fechadas – danificadas pelo terremoto ou em função do controle de fornecimento de energia.
As operadoras de Telecom também sofrem com o colapso da infraestrutura no país, mas tentam manter os serviços ativos. A NTT, por exemplo, assume que houve uma ruptura parcial da rede de cabos submarinos que liga o Japão aos Estados Unidos e outras partes da Ásia, mas não houve, segundo a empresa, paralisação total das comunicações. Aliás, especialistas constatam que apesar dos graves danos, os serviços de telecom e de Internet no Japão se mostraram acima da média – houve dificuldades, mas foi possível estabelecer comunicação no país e com o mundo.
Do ponto de vista mundial, analistas se mostram bastante cautelosos para falarem dos impactos do ponto de vista econômico. O analista do Gartner, Andrew Norwood, por exemplo, admite que pode haver alta de preços no curto prazo, mas diz que é cedo para prever se essa tendência se manterá no longo prazo.
*Com agências internacionais




