Nova configuração do espectro de 2,5 GHz abre espaço para o LTE-TDD
Um movimento importante que se desenha em função da nova configuração do espetro na faixa de 2,5 GHz diz respeito às tecnologias que devem ser utilizadas nesta faixa. E tudo indica que o LTE-TDD ganhou uma avenida para se desenvolver no Brasil, assim como está acontecendo em alguns países do mundo. Isso porque a Telefônica, agora % controladora da Vivo, já detém frequências de MMDS em importantes cidades brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre.
Isso significa que, prevalecendo a solução encontrada pela Anatel de deixar as operadoras de MMDS com 50 MHz de espectro TDD e mais 20 MHz de espectro no FDD, a Telefônica/Vivo poderia facilmente explorar a quarta geração utilizando o LTE-TDD, que começa a ganhar corpo em vários países. O
detalhe é que a decisão da Anatel prevê que a faixa que ficará para os operadores de MMDS poderá ser usada para o SMP.
Além disso, a agência terá ainda mais 120 MHz em FDD para leiloar para as operadoras móveis. Na configuração ideal, de três licenças de 20 MHz + 20 MHz, apenas três operadoras poderiam levar o espectro para a quarta geração, o que significa que das quatro grandes operadoras brasileiras (Oi, TIM, Vivo e Claro), uma delas ficaria de fora. Se a Telefônica tiver a chance de operar o serviço móvel de quarta geração na faixa do TDD, parte do problema pode estar resolvido.




