O futuro da banda larga é agora
O Brasil começa a vivenciar um novo desafio tecnológico: a implantação operacional da banda larga móvel e a conectividade digital em todo o seu território. Problemas nesse período são comuns; a solução está a cargo da engenharia tecnológica.
Não é novidade dizer que estamos nos preparando para um mundo de hiper-conectividade, mas é necessário ressaltar que a questão da “voz” por meio de redes móveis ainda é um tema relevante. A tecnologia, que está disponível para quase 90% da população da América Latina, ainda é, a grande fornecedora de receita para as operadoras e seu principal patrimônio. O desafio e dever das operadoras hoje é oferecer serviços de valor agregado para manter seus clientes tradicionais e conquistar novos usuários em potencial, que exigem também serviços de conectividade em banda larga móvel.
Mesmo que as redes móveis tenham uma penetração de 90% em voz, ainda há demanda no mercado no que se diz respeito à banda larga móvel, especialmente em áreas rurais e periféricas, que necessitam urgentemente de um serviço como este, essencial para o desenvolvimento da sociedade. Além disso, há uma gama de produtos de valores agregados que devem ser explorados pela operadora nessa cartela de clientes que já fazem o uso do serviço de voz. Esse é o principal desafio das operadoras atualmente.
É por isso que precisamos da adesão maciça à banda larga móvel, enfatizando que esse serviço deve ser prestado de uma forma mais efetiva (com mais serviços agregados e maior área de cobertura) e mostrando suas vantagens em relação à banda larga fixa. Como o serviço móvel é relativamente novo, vai obrigar as empresas prestadoras de serviços a dar mais atenção aos seus clientes para educá-los em relação a todos os serviços oferecidos, que vão muito além da tradicional comunicação por voz.
Em dezembro de 2007, a contribuição de dados na banda larga móvel correspondia a 0,9% na América Latina e hoje atinge entre 20% e 25%. Esses números mostram que a inclusão da tecnologia 3G e sua evolução é o próximo grande passo. Em termos de distribuição, o Brasil é o país da América Latina que mais utiliza a tecnologia 3G, 58% das conexões em 3G estão no país, seguido pelo México, com 7%, Colômbia e Argentina, com 6%, e Chile, com 5%.
O crescimento da penetração da tecnologia 3G culmina em um novo desafio, a aceleração no desenvolvimento de infra-estruturas e terminais, pois agora é necessário terminais de acesso mais sofisticados e concisos: o conceito de “telefone” era algo para os anos de 1980 e 1990, mas não os tempos atuais.
Além disso, com a chegada e difusão da TV digital, há a necessidade de os terminais se tornarem mais sofisticados e com uma maior interoperabilidade, permitindo uma interação entre o tráfego de dados, entre outros.
Por isso, é necessário que a América Latina, se mantenha atualizada e aderindo às tecnologias de ponta, como o LTE, a evolução natural das redes HSPA e HSPA+. A tecnologia, que deve estar disponível comercialmente na maioria dos países em 2011, vai oferecer conexões mais rápidas e preços acessíveis. Com isso, a evolução tecnológica vai prover a inclusão digital, num futuro bem próximo, integralmente interconectado por meio de terminais móveis. O futuro dos filmes de ficção científica está mais próximo do que poderíamos imaginar.




