Oi garante que faz banda larga mais barata
O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, está disposto a abrir as contas da empresa para o governo federal. Ele pretende confirmar o que disse à imprensa e o que já diz há algum tempo a interlocutores do Poder Executivo: a Oi quer ser o braço executor da Política Nacional de Banda Larga porque acredita que pode oferecer a banda larga mais barata do que qualquer outra corporação.“Nós queremos que o governo analise os nossos custos. Ele pode olhar à vontade. Nós universalizamos a voz e vamos universalizar a comunicação de dados da maneira mais barata”, afirmou.
Para o executivo, a criação, pelo governo, de uma política que prevê a existência da Telebrás ou de outra estatal para implementar essa política, não significa que essa empresa terá custos mais baratos, mas sim que alguns componentes dos custos não serão considerados.“Se o governo consegue vender abaixo do meu custo, de duas uma: ou ele errou na conta ou não considerou alguns custos na conta dele, como contribuição sobre lucro ou imposto de renda, que ele não paga. Mas se isso tambémsair dos custos da Oi, ela vende mais barato”, assegura.
Além das diferenças de premissas para se fazer as contas, Falco argumenta que o governo deveria assumir a Oi como uma empresa brasileira estratégica. “O Brasil não entendeu ainda que tem uma empresa estratégica. O governo da Espanha roda em cima da Telefónica. O do México, em cima da Telmex. Por que o governo brasileiro não pode rodar em cima da Oi, que tem 49% do capital nas mãos do Estado?”
Ele não acha que as resistências à Oi se devem ao fato de a operadora não se diferenciar das demais empresas de capital estrangeiro que atuam no mercado brasileiro. E reage: “A Telefônica tinha que conectar oito mil escolas com banda larga, conectou só metade porque o Serra não deixou. A Oi está conectando 50 mil escolas! Não dá nem para começar a comparação. A Telefônica só dá um espirro!”.
Falco não considera provável que o governo consiga construir uma nova infraestrutura, com duplicação de rede, a custos inferiores aos da Oi. “ Não acredito em duplicação de ferrovia. Nós temos 170 mil km de fibra. O governo tem 17 mil km. Faz mais sentido fazer um plano com 187 mil km de fibra”, conclui.




