Oi quer vender serviço móvel e data centers por reestruturação financeira
O serviço móvel não está nos planos da Oi e há a intenção de vender a operação da companhia para ajudar na reestruturação financeira. Esse é um dos pontos apresentados no plano de recuperação judicial apresentado pela tele à 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro,nesta segunda-feira, 05/09.
A Oi não detalha como vai se desfazer dos serviços móveis, mas deixa claro que quer vender os data centers e a rede de fibra óptica em São Paulo. Aliás, a operadora parece disposta a abrir mão de qualquer investimento em São Paulo, onde tem acordos de compartilhamento no serviço móvel 3G e 4G com a TIM.
A operadora está disposta a centrar os negócios – caso o plano de recuperação seja aceito pela Justiça – na banda larga fixa, mas também não anuncia quais são as projeções de rede. Aos credores, a Oi pede uma carência de cinco a 10 anos para o pagamento. A dívida da Oi é estimada em R$ 65 bilhões.
A operadora contabiliza quase 67 mil credores, dos quais cerca de 59 mil fazem parte da categoria sem garantia. Para eles, a empresa oferece as opções de reestruturar a dívida com ou sem a conversão do crédito em ações. Também há a possibilidade de receber em um prazo menor para quem aceitar injetar recursos na companhia.
Em relação às multas administrativas, a companhia pretende chegar a um acordo. Somente para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a empresa deve cerca de R$ 10 bilhões. A intenção é converter as multas em obrigações de investimentos em infraestrutura e benefícios aos consumidores. Além disso, pretende realizar ações voltadas para melhorias dos serviços.
Se não fechar um acordo com a agência, a Anatel como os outros credores sem garantia. O portal Convergência Digital disponibiliza a íntegra do plano da recuperação judicial da Oi encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários.
Ana Paula Lobo, Convergência Digital, 5 de setembro de 2016




