ONU: Abrir sigilo de telefones pode ter consequências negativas para os direitos humanos
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos tomou partido na briga judicial travada pela Apple contra o FBI na questão da quebra de sigilo dos telefones de terristoristas envolvidos no ataque de Pasadino, na Califórnia. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 04/03, a ONU destaca que a quebra de sigilo pode ter consequências nefastas aos direitos humanos no mundo.
“Forçar a Apple a criar programas informáticos para minar os elementos de segurança de seus próprios telefones” pode ter “consequências negativas para os direitos humanos das pessoas em todo o mundo”, salinta o comunicado assinado por Zeid Ra’ad Al Hussein.
O informe adverte ainda: “Com o objetivo de resolver um tema de segurança relacionado à encriptação em um caso, as autoridades correm o risco de abrir uma Caixa de Pandora com implicações extremamente prejudiciais para os direitos humanos de milhões de pessoas, incluindo sua segurança física e financeira”.
Nesta quinta-feira, 03/03, a Apple pediu a um tribunal federal dos Estados Unidos que anule a ordem judicial que exige que a empresa colabore com o FBI no desbloqueio de um iPhone. Nessa disputa, a Apple teve apoio do Google, do Facebook e do Twitter, mas teve uma recepção bem fria por parte dos fabricantes de celulares, com exceção da chinesa Huawei.
Uma petição apresentada em um tribunal da Califórnia no caso que envolve um dos agressores do ataque de San Bernardino afirma que a ordem judicial extrapola a faculdade legal do governo e viola os direitos constitucionais de liberdade de expressão da Apple.
Convergência Digital, sexta-feira, 4 de março de 2016




