Operadoras já negociam testes de banda larga rural com CpQD

out 10, 2012 by

CpQD desenvolve CPE para que banda larga rural em 450 MHz seja utilizada com Wi-Fi antes do lançamento de chips habilitados para a frequência, o que deve levar mais de um ano

 

O Brasil optou por investir na banda larga rural LTE em 450 MHz, uma frequência que não tem sido usada para este fim mundialmente, de forma que a padronização pelo 3GPP do LTE em 450 MHz é um requerimento das desenvolvedoras de chipsets para começar a investir no modelo escolhido para o país, que deve levar pelo menos um ano. Para adiantar a adoção da frequência licitada pela Anatel no leilão de 4G, o CpQD está desenvolvendo um terminal CPE que transfere o sinal para Wi-Fi, de forma que pode ser utilizado com os equipamentos hoje disponíveis no mercado. A solução já chamou a atenção de duas operadoras que negociam com a entidade de pesquisa e desenvolvimento nacional que devem iniciar testes em 2013.

“Ano que vem lançaremos terminais LTE 450 MHz com integração com Wi-Fi para a área rural, para evitarmos atrasos na adoção”, afirmou Antonio Carlos Bordoux Rego, assessor especial de inovação e tecnologia do CpQD, que prefere não citar nomes.

 

A solução, no entanto, não é a ideal, uma vez que implica em maiores custos ao requerer a implantação dos equipamentos adicionais aos transmissores LTE 450 MHz. No entanto, Bordoux acredita na adoção uma vez que as prestadoras de serviços de telecomunicações que adquiriram faixas de frequência para 4G devem entregar a banda larga rural até 2014. “Se mostrar benefício para as operadoras, o modelo será adotado”, explicou.

 

450 MHz para smart grids e área urbana

O CpQD que trabalha na padronização do LTE no 3GPP juntamente com a Huawei, Qualcomm e operadoras de telecomunicações, entende que o potencial de utilização do LTE em 450 MHz vai além da banda larga rural. Um nicho que pode ser explorado, de acordo com Bordeux, é o de transmissão de informações em smart grids, redes de energia digitais e inteligentes.

 

“Acreditamos que há uma série de aplicações que não são eficientemente adotadas por não haver uma padrão de transmissão de radio de longa distância adequada. Um dos exemplos em que a LTE em 450 MHz pode ser utilizada é em smart grid, que já é uma realidade no Brasil, uma vez que o governo definiu a implementação de medidores digitais de energia”, explica.

 

A Huawei também começa a falar em utilização do LTE em 450 MHz para além da banda larga rural. Entre elas, a fornecedoras de equipamentos de telecomunicações chinesa citou a cobertura de rotas de ônibus interestadual e em centros urbanos no caso de subsolos e áreas de difícil cobertura. “Não é solução para dar capacidade, mas há essa oportunidade porque o LTE em 450 MHz cobre grande extensão”, afirmou José Augusto de Oliveira, CTO da Huawei no Brasil.

O CnPQ, Huawei e Qualcomm falaram durante o Futurecom 2012, no Rio de Janeiro.

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