Operadoras vendem ativos para conter endividamento

maio 2, 2013 by

A Telefónica e a Oi estão vendendo ativos para combater o aumento do endividamento das empresas e, ao mesmo tempo, manter o potencial de crescimento.
A Telefónica venderá 40% de seus ativos na América Central por US$ 500 milhões para a Corporación Multi Inversiones (CMI), proprietária da rede de frango frito da Guatemala Pollo Campero. A grande causa do problema é a crise na Europa, enquanto a Oi venderá os direitos de uso de 4 mil torres fixas, que acrescentarão R$1 bilhão ao caixa, para manter o endividamento sob controle, mas a operação ainda precisa ser aprovada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e pelo Cade. “Esperamos que, ao longo do ano, a companhia conclua a venda de ativos, a fim de manter sua alavancagem controlada”, afirmou Alex Zornig, diretor financeiro da Oi à agência de notícias Reuters.

Enquanto isso, a Telefónica vai desmembrar os ativos da Guatemala, El Salvador, Nicarágua e Panamá. Por enquanto, está suspenso o plano de abrir o capital de seus negócios latino-americano mais amplos.

Já a Oi teve problemas com a saída de Francisco Valim do comando da empresa, em janeiro. O fato trouxe desconfiança quanto ao cumprimento das metas para os próximos anos, principalmente em relação à remuneração de acionistas. De janeiro a março de 2013, a companhia registrou um nível de endividamento de 3,05 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). O valor é acima do limite máximo de 3 vezes.

Segundo afirmou Zornig, “o nível de endividamento da companhia está em linha com o esperado para este trimestre”. Além disso, “a política de remuneração dos acionistas está mantida.”

O balanço da Oi

A companhia encerrou o primeiro trimestre com saldo de R$6,058 bilhões em caixa. No mesmo período do ano passado, o valor era de R$16,012 bilhões.

Os celulares pós-pagos impulsionaram o negócio, disparando 19,6% no período e ajudando a receita líquida móvel a crescer 10%. Houve também aumento de 5,2% na receita do segmento residencial.

O lucro líquido da brasileira totalizou R$ 262 milhões no primeiro trimestre, ante 444 milhões apurados um ano antes. Segundo a empresa, esses números não têm uma base de comparação precisa, pois referem-se a um mês de resultados da nova holding Oi S.A. e a dois meses da antiga Brasil Telecom. A empresa passou por reestruturação societária em fevereiro de 2012

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