Os desafios da Comunicação Unificada no Brasil

mar 11, 2010 by

ComunicaçãoNa visão de fabricantes, integradores e operadoras, a aquisição das empresas brasileiras por comunicação unificada (UC) ainda é vista como uma barreira alta. Durante a mesa-redonda promovida pela operadora TellFree, executivos de diversos setores de TI concordaram no ponto de que no Brasil, ainda existem obstáculos a serem vencidos, como é o caso da cultura interna, para que esse sistema tenha plena força de representatividade.

Antes de mais nada, conforme aponta o presidente e um dos fundadores da TellFree, Daniel Duarte, no Brasil, a maior preocupação é quanto ao custo que uma empresa terá que desembolsar para implementar uma solução IP. Além disso, “as empresas só investiram, até hoje, em voz, e só agora estão começando a saber como aproveitar de fato o que uma rede IP pode oferecer”, diz.

Já Adilson Lucas, executivo da Microsoft e responsável pelo hosting em UC da companhia, usa como exemplo os empresários nos EUA que, na hora de implementar um sistema de comunicação unificada, se preocupam exclusivamente com a melhoria da produção. “Lá, também, eles estão mais adiantados no processo de implementação, porque há mais dinheiro entre as empresas”, diz.

Por outro lado, a gerente de produtos da Microsoft, Daniela Vitoriano, aponta que um dos principais problemas na hora de implementar UC está localizada na ponta da conexão, onde existe falta de capacitação. “Muitas vezes a empresa compra, mas não ensina a equipe responsável de TI em utilizar a solução”. Junto a esse conceito, Otávio Argenton, gerente de serviços da 2S Digital, complementa sobre a necessidade de fazer com que o empresário entenda a importância em utilizar a comunicação integrada. “Trata-se de uma mudança de cultura que deve acontecer dentro das corporações”.

Nesse caso, o diretor executivo da A5 Solution, André Migliorelli, atenta que os integradores devem fazer um trabalho com os clientes de entendimento e capacitação. “Não adianta empurrar uma solução em grande escala porque cada empresa tem uma cultura e sua necessidade específica”, afirma.

Como alternativa para aumentar os investimentos em UC, Francisco Sanches, diretor da Taitell Telecom, aponta que a contratação desse sistema como prestação de serviço vem sendo bastante utilizado em outros países. “É uma saída, já que o cliente utiliza apenas os serviços que necessita de verdade, sem ter a dor de cabeção de comprar aquele montante de tecnologia, muita vezes dispensável para sua empresa”.

Mesmo com a existência de um caminho sinuoso a ser percorrido tanto para quem oferece as soluções como para aqueles que as contrata, os executivos do encontro concordam que nos próximos dois anos o mercado de comunicação unificada terá crescimento expressivo na demanda por serviços, principalmente por se tratar da rapidez em que as transformações acontecem ultimamente no mundo. “O avanço tecnológico e a comunicação sobre IP é uma realidade e que não tem volta. Como exemplo, hoje todos os PABXs já são fabricados com tecnologia VoIP ou mesmo híbridos para que possam atender às duas necessidades corporativas. Porém, friso que, antes de vender, precisamos saber se a necessidade dos clientes se adéqua aos serviços de UC. Caso contrário, ele poderá gastar dinheiro à toa”, alerta Alexandre Otto Dürr, CEO da IPConnection.

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