Santanna e Alvarez negam parceria exclusiva para a Oi no PNBL
O entendimento deles é de que todas as operadoras privadas poderão contribuir para o plano.O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, e o coordenador do Programa de Inclusão Digital da Presidência da República, Cezar Alvarez, negaram, nesta terça-feira (3) a possibilidade de a Oi se tornar a grande parceira da estatal no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), após acordo com a Portugal Telecom, que dará maior capacidade de investimentos à operadora. “Não vamos terceirizar o plano”, disse Alvarez. Ele afirmou, porém, que todas as operadoras terão algum grau de contribuição a dar.
Alvarez, no entanto, disse que a capitalização da Oi poderá fazer com que a empresa leve a banda larga a locais onde ainda não existe a oferta do serviço, o que poderá contribuir para antecipação das metas do PNBL, de levar a internet de 35 milhões a 40 milhões de domicílios até 2014. Ele lembrou que o PNBL não se resume a gestão do backbone e do backhaul, mas inclui uma série de ações de regulamentação, de apoio a indústria nacional, de desenvolvimento de conteúdos.
Santanna disse que a capilaridade da rede da Oi é importante para o plano, mas que ela se equivale, por exemplo, a grande penetração da banda larga móvel, promovida pelas celulares. Alvarez disse que a Oi foi a única a apresentar uma proposta, mas que as outras operadoras foram convidadas a apresentarem suas contribuições. “Hoje mesmo estive com diretores da TIM, que reafirmaram a intenção de investir no Brasil”, disse.
Os novos passos do PNBL serão debatidos entre governo, empresários e entidades sociais nos dias 24, 25 e 26 deste mês, em plenárias e reuniões temáticas do Fórum Brasil Conectado, em Brasília. A expectativa é de que os 53 integrantes do órgão enviem contribuições antecipadas sobre cada um dos temas, para dar substância ao debate. “A participação em cada grupo será priorizada para representantes de entidades que enviaram contribuições”, disse Alvarez.




