Telebrás testa modelos para definir custo de cidade digital
Até junho, quando conclui a implantação da rede de sua quinta cidade-conceito, a Telebrás vai ter em mãos os dados que mostram quanto custa implantar uma cidade digital, segundo reportagem publicada pela newsletter Tele-sintese Análise. A definição do preço de distribuição do Megabit por segundo (Mbps) por quilômetro quadrado, e por habitante, é um indicador fundamental para as prefeituras planejarem a digitalização de suas cidades – sem essa informação, fica difícil calcular o investimento necessário e desenvolver um projeto consistente, apto a obter financiamento de banco público, no caso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Para chegar a esse indicador de custo de implantação da rede urbana – a ser licitada pela prefeitura para quem se interesse em montar e operar a rede –, a Telebrás utilizou, em cada cidade, uma solução diferente: uma tecnologia única de rede ou um modelo híbrido. Paulo Eduardo Kapp, gerente de Pesquisa & Desenvolvimento da diretoria técnica da operadora explica: “O objetivo é termos um valor real do preço do Mega por quilômetro quadrado, por habitante”. A implantação das redes nas cinco cidades, todas com tecnologia nacional e equipamentos para teste fornecidos por fabricantes nacionais, foi necessária não só para medir o custo da distribuição do Mbps, mas para identificá-lo em uma situação de prestação de serviço que satisfaça ao cliente.
Nem todas as redes implantadas até agora – São João da Ponta (PA), Barra dos Coqueiros (SE), Terenos (MS), Canela (RS) – tiveram resultados satisfatórios. A quinta cidade-conceito, com rede de topologia mais sofisticada e maior cobertura, é Lagoa dos Três Cantos (RS), projeto ainda em desenvolvimento. A rede WiMesh instalada em São João da Ponta, a primeira cidade-conceito a ser testada, por exemplo, não respondeu à demanda de largura de banda do ponto público que funciona na cidade.




