Telecom Italia precisa reduzir dívida de €29 bi, sem vender a TIM para a Telefônica

set 27, 2013 by

A Telecom Italia precisa reduzir a dívida de €29 bilhões para evitar que sua classificação de crédito seja cortada, informou Franco Barnabé, presidente da companhia, após o anúncio de que a Telefónica pode controlar o grupo italiano. Barnabé disse, durante audiência no Senado italiano, que ainda há condições favoráveis para aumento de capital. Mas, há rumores de que o executivo esteja preparando um plano de investimento na Itália, que pode chegar a €5 bilhões, e se aprovado, pode significar injeção de capital na Telecom Italia; segundo analistas, uma das opções para arrecadação dessa verba seria a venda da TIM do Brasil.

Mas, a espanhola Telefónica é vista como a mais ‘inclinada’ a apoiar a venda de ativos da telco italiana, e Barnabé informou que essa não é a saída viável, pois a venda pode demorar muito tempo, e ressaltou que o aumento de capital pode ser aberto aos investidores novos e já existentes.

No Brasil, a companhia não poderia ser comprada pela Telefônica, que já detém a Vivo, e Marcelo Bechara, conselheiro da Anatel, afirmou durante o VI Seminário da Telcomp 2013, que essa compra é, realmente, inviável. “Na minha opinião pessoal, as duas maiores operadoras ficariam com mais de 50% do mercado, e existe um limite de frequências que devem ser devolvidas. Não sei se há uma rede que suporte. (…) Numa mudança de cenário, pode haver a possibilidade de não convivência das duas, o que implicaria na venda de uma delas”.

No Brasil, ações da Oi caem

Após os rumores de venda da TIM do Brasil, as ações da Oi tiveram uma forte queda quarta-feira (25), e chegaram a R$ 4,80. Hoje, a queda continuou a 0,5%, e a prestadora fechou com R$ 4,70 (14h).

Na avaliação do analista Marcelo Torto, da Ativa Corretora, a possibilidade de venda da TIM , controlada do grupo italiano no Brasil, traça um cenário negativo para a Oi.

“A compra da TIM por uma quinta operadora, de fora, acirraria o mercado competitivo atual, sendo mais prejudicial a empresas piores posicionadas, atingindo a Oi e a Claro de forma mais forte do que a Vivo”, afirmou Torto à Reuters.

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