Telecomunicações são os maiores custos na construção da rede inteligente de energia

out 5, 2011 by

No fim de novembro será divulgado estudo de cenários para a migração tecnológica

Uma rede inteligente de energia,ou smart grid, capaz de saber que um computador em sua empresa não pode ser desligado de jeito nenhum, mas que uma máquina de café pode ter a energia cortada, é um dos exemplos que se tornarão realidade com a migração tecnológica no sistema de energia elétrica, e que já está ocorrendo nos países desenvolvidos.

Para definir qual o melhor modelo para esta migração, a APTEL (Associação das Empresas Proprietárias de infraestrutura e sistemas privados de telecomunicações), e a Abradee (Associaçaõ Brasileira de Distribuidores de Energia) estão realizando um estudo, com a participação de sete instituições de pesquisa, sobre a modelagem das redes inteligentes para o país. “Nós não queremos comprar soluções para problemas que o Brasil não tem. Precisamos ter o modelo brasileiro”, afirmou Pedro Jatobá, presidente da APTEL.

Segundo ele, este estudo, que ficará pronto no final de novembro será entregue para a Aneel (que contratou a pesquisa), para os ministérios do Desenvolvimento  (MDIC), Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI) e das Comunicações, e será a semente para a formulação de uma política pública para o segmento. “Esta é uma decisão multissetorial, pois significa a mudança do produto energia”, completou.

Embora o estudo, que vai quantificar os benefícios e custos dessa migração, não esteja concluído, já se sabe que os maiores custos, no caso brasileiro, serão os de telecomunicações. “Levar a informação da ponta à casa do assinante é o item de maior custo e só com política pública ele poderá ser equacionado”, concluiu Jatobá.

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