Telefonia móvel: novas habilitações têm queda de 84% em 12 meses
O ano de 2013 começou com resultados muito abaixo do esperado para as teles móveis. Se em janeiro de 2012, as novas habilitações batiam um recorde histórico alcançando a marca de 2,9 milhões, em 2013, a realidade é bem diferente. Foram apenas 482 mil novas habilitações, número superior apenas ao registrado em julho – pós-punição às teles, quando foram feitas 279,2 mil habilitações. Na disputa entre as teles, a Vivo vê a TIM se aproximando na briga pela liderança do ranking nacional.
Os números do mercado em janeiro – divulgados pela Anatel mostram que o país fechou o mês com 262,26 milhões de linhas ativas, com uma teledensidade de 132,93 acessos por grupo de 100 habitantes. Nos últimos três anos em janeiro, o mercado só tinha a comemorar. Mesmo sendo um período de férias e pós-festas de Natal, as habilitações mantinham vigor. Em janeiro de 2010, foram 1.639.87 milhão. Em 2011, esse número chegou a 2.206.544, e em 2012, alcançou 2.947.31 milhões.
O baixo número de 2013 – 432 mil habilitações – podem ter diferentes explicações. A primeira delas é a própria estagnação na aquisição de novos clientes, uma vez que a teledensidade chegou a 132,93 acessos por grupo de 100 habitantes. O momento seria, então, de troca de tecnologia – GSM pelo 3G. Também pode ser um reflexo da crise econômica e da retração do poder de compras. E, por fim, uma reação do consumidor à qualidade do serviço prestado, uma vez que as teles lideram o ranking de reclamações nas entidades de Direito do Consumidor.
Fato é que o farto primeiro trimestre de 2012 não irá se repetir – vale lembrar que, em fevereiro do ano passado, as habilitações chegaram a 2,4 milhões, também um recorde. Em 2013, para repetir essa performance, as teles teriam de fazer um grande esforço na aquisição de clientes. O cenário novo é na disputa pela liderança do market share.
A Vivo foi a operadora com pior desempenho em janeiro – com perda de 331 mil linhas. A tele fechou o primeiro mês do ano com 28,91% de market share, ou 75,8 milhões de assinantes. É bom lembrar que a Vivo está fazendo uma ‘limpeza de base’ e desligando clientes pré-pago que não fazem recargas depois de um período de 60 dias. A TIM mantém a sua política de conquistar clientes nas classes C,D e E e, como fez com relação à Claro, quando retomou a segunda posição, se aproxima registrando 26,9%, com 70,59 milhões de acessos.
A Claro, por sua vez, parece disposta a entrar também nessa briga e tenta recuperar o mercado perdido. A operadora fechou janeiro com 25% de market share, com 65,55 milhões de assinantes e, como a TIM, reforçou sua linha de produtos para os clientes pré-pagos. A Oi desponta na quarta posição do market share com 18,8%, ou 49,4 milhões de assinantes e se mantém distante das rivais.
Vale lembrar ainda que os números de janeiro da Anatel mostra uma clara evolução da Porto Seguro como MVNO (operadora virtual) – ela passou de 8300 acessos ao final de 2012 para 15.239 linhas ativas em janeiro, um incremento de pouco mais de 85%. Quem também começa a despontar no mercado do serviço móvel celular é a Nextel, mesmo com operação restrita. A operadora – sem uma ativação comercial efetiva – já soma 2 mil linhas funcionando.
*Com informações da Anatel




