Teles reduziram investimentos em 30% nos últimos dois anos

dez 13, 2010 by

O freio das operadoras nos aportes em infraestrutura, especialmente nas redes de Banda Larga nas concessionárias de telefonia fixa, impacta a receita do segmento – o único a apresentar taxa negativa em 2010 – nos dados da indústria eletroeletrônica. E as previsões para 2011 não são animadores, os aportes previstos ficam equivalentes aos feitos este ano – em torno de R$ 10 bilhões. Compras da Telebrás devem impactar os números apenas no ano que vem.

 

“Os investimentos vêm caindo sensivelmente nos últimos três anos – foram de R$ 13,6 bilhões em 2008 e, esse ano, devem ficar em R$ 10,4 bilhões. Foram as consolidações, a crise, mas também a ausência de regulamentação e da venda de licenças capazes de estimular a competição cooperaram para esse declínio”, observou o diretor de Telecom da Abinee, Paulo Castelo Branco.

A participação da Telebrás no impacto da indústria de infraestrutura – em função dos editais para a montagem da rede que suportorá o Programa Nacional de Banda Larga – só deve ser contabilizada nos números de 2011. “Até agora os pedidos ainda não foram expedidos. Então, não há ainda produção”, disse Castelo Branco.

Os números da entidade para o setor são absolutamente preocupantes. Os aportes em 2008 foram de R$ 13,9 bilhões – impulsionado pela construção das redes 3G, em 2009, esse montante já caiu para R$ 11,6 bilhões e em 2010, deverá ficar em R$ 10,4 bilhões. E para 2011, as previsões não são diferentes – o setor prevê aportar em torno de R$ 10 bilhões.

Uma das fórmulas para alavancar o setor, segundo Castelo Branco, passa por uma revisão do Fistel – Fundo de Fiscalização de Telecomunicações. “Hoje essa taxa por usuário está em R$ 26,00, mas temos um avanço das comunicações máquina a máquina (M2M). Não é justo fazer essa precificação. O modelo precisaria ser revisto”, destacou Castelo Branco.

Os telefones celulares seguem sendo a estrela do setor de Telecom, apesar de virem perdendo o brilho nos últimos dois anos. Em 2009, segundo dados da Abinee, o valor de exportação de celulares foi de US$ 1,4 bilhão. Para 2010, a estimativa é de alcançar apenas US$ 1 bilhão, uma queda de 26%.

Com a valorização do Real frente ao dólar, as importações ganharam impulso. Em 2009, ficaram em US$ 24,9 bilhões. Este ano, a estimativa é que fiquem em US$ 35,2 bilhões, um incremento superior a 40%. No mercado interno, também houve queda. Para este ano são previstas a venda de 61 milhões de terminais, sendo 20% deles smartphones. Em 2009, foram 62 milhões. E em 2008, chegaram a 73 milhões.

 

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