Tim vai disputar leilão de frequências da Anatel

dez 10, 2015 by

Segundo o CEO da TIM, Rodrigo Abreu, a vantagem deste leilão é que as frequências à venda estão bastante granulares, o que permitirá a aquisição de faixas complementares às que a operadora possui hoje. Disse que a empresa não tem, porém, qualquer interesse no espectro em TDD (Time Duplex Division), nem em 1,9 GHz nem em 2,5 GHZ e que vai concentrar as suas propostas nas faixas de 2,5 GHz em FDD.

Abreu lembrou que na última licitação de 4G, quando a Anatel vendeu entre 10 a 20 MHz por operadora do espectro de 2,5 GHz, os lotes foram divididos por região do DDD, mas também houve a venda de algumas fatias menores.

As grandes empresas podem comprar até 30 MHz de frequência em 2,5 GHz, teto este que permite que TIM, Oi, Vivo e Claro também participem do leilão para adquirir mais dessas faixas, já que as duas primeiras compraram 10 MHz e as duas últimas 20 MHz cada.

A vantagem dessa licitação para as grandes operadoras é que, se a agência exige o depósito de garantias, cobra um preço mais alto pela telefonia celular e cobra juros maiores em relação ao que será cobrado para as pequenas empresas que comprarem lotes em TDD, não há qualquer exigência de cobertura ou de novas obrigações contratuais.

Redução de base de celular

Para Abreu, a redução no número de celulares no mercado brasileiro se deve à situação macroeconômica do país e também ao movimento dos próprios clientes, que estão substituindo a voz pela mensagem e a VoiP. Ele disse porém que o a voz pelo WhatsApp ainda não tem um papel importante sobre as receitas das operadoras.

E para ampliar as receitas, já que a voz ainda representa entre 60% a 65% do faturamento das operadoras de celular no Brasil, a TIM se antecipou no lançamento de pacotes de serviços que acabam com a diferença das tarifas entre as diferentes operadoras, estimulando o fim dos clubes exclusivos.

O executivo afirma porém que, se o mercado brasileiro de celular diminui, o número de usuários únicos deverá continuar a crescer, a taxas pequenas, mas ainda assim a crescer. “O número de usuários únicos no país é de no máximo 140 milhões, e a diferença para os atuais 280 milhões de celulares se deve ao múltiplo uso de chips”, afirmou.

Miriam Aquino, Tele Síntese, Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2015

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