Presidente da Abinee acha tímida nova política industrial
Para dirigente, medidas do governo são bem-vindas, mas falta ousadia.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, declarou que as diretrizes da nova política industrial, que em breve serão implantadas pelo governo, são tímidas. Barbato enfatiza que falta ousadia para tratar os problemas que a indústria de transformação brasileira tem enfrentado, principalmente quanto à valorização cambial, que encarece as exportações.
Os novos incentivos fiscais para segmentos que passam por um esvaziamento da cadeia produtiva e uma desoneração da folha de salários, de implementação gradual deveriam, segundo o dirigente, receber atenção especial. Ele diz que o caso dos computadores deve ser estudado com profundidade, já que, a partir da desoneração promovida pela Lei do Bem, em 2004, a arrecadação do governo não caiu. “Pelo contrário, o governo arrecadou mais, por conta do aumento das vendas legais e da diminuição do mercado cinza de PCs”, afirma.
Barbato também é otimista quanto à redução dos encargos salariais. No entanto, segundo ele, esta medida deveria ter efeito mais imediato. “Zerar a contribuição patronal em quatro anos, como está sendo proposto, é um prazo longo demais”, ressalta. Para ele, é fundamental que sejam adotadas medidas para diminuir custos da indústria para compensar os prejuízos causados pelo real valorizado.




