Desoneração da folha fica fora da lista de prioridades da política industrial

jul 21, 2011 by

O momento é para tirar o sono das empresas de software, principalmente, para as que atuam no mercado de serviços e para a indústria do setor eletroeletrônico.

O secretário-executivo do ministério do Desenvolvimento,Alessandro Teixeira, foi bem pessimista e colocou a desoneração da folha de pagamento quase fora do anúncio oficial da Política de Desenvolvimento da Competitividade – PDC – que marcará as regras de política industrial do governo Dilma Rousseff.

Em entrevista à Agência Brasil nesta quarta-feira, 20/07, Teixeira revelou que o texto da PDC está pronto, faltando apenas uma revisão da presidenta Dilma Rousseff para bater o martelo sobre as medidas. “A presidenta quer ver o custo-beneficio da política ao máximo. Quanto custa, quanto vai dar de resultado. Posso afirmar que essa política tem a melhor maximização que a gente viu até hoje, por causa da gestão forte”.

Sobre a desoneração da folha, Teixeira foi bastante cauteloso. “Eu não esperaria ter desoneração da folha nesse primeiro momento”, disse. “A política industrial não é só desoneração, pelo contrário, política industrial moderna usa menos desoneração e mais política focada”, acrescentou.

Vale lembrar que a Fazenda sempre resistiu a medida e, agora, a própria Previdência Social também se mostra bastante temorosa com a possibilidade de vir a perder receita. Sem acerto na parte de medidas financeiras, a estrutura da PDC – que, agora, está prevista para ser anunciada no dia 02 de agosto – prevê ainda aumento do nível de investimento, desdobramento do conceito de inovação – da redação de um novo marco legal até o seu financiamento – e exportações.

“Esses são elementos centrais para a competitividade da indústria”, frisou Teixeira. De forma direta, para o Brasil ser competitivo precisa inovar cada vez mais, porque continua gerando novos produtos e atendendo ao mercado. Segundo ainda o secretário, a nova política deverá otimizar diferentes setores.

“Estamos formulando uma política ampla. Não é uma política industrial estanque. Sabemos que se tiver agregação de valor, se consegue exportar mais, mas para isso precisa ter mais investimento. Por isso não é um ponto, mas vários pontos”, completou.

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