PricewaterhouseCoopers é a entidade aferidora da qualidade da banda larga
Escolha foi anunciada hoje pela Anatel, que também definiu o software de medição das conexões fixas.
A PricewaterhouseCoopers (PwC) foi escolhida como Entidade Aferidora da Qualidade (EAQ), que ficará responsável pela averiguação se os serviços prestados pelas operadoras móveis e fixas atendem as metas estabelecidas pelos regulamentos da qualidade da banda larga. O anuncio foi feito nesta terça-feira (28), pelo superintendente de Serviços Privados da Anatel, Bruno Ramos, um dia antes do final do prazo estabelecido nas normas.
A escolha do software de medição da qualidade da banda larga fixa diretamente pelo usuário também foi anunciada hoje e deve estar à disposição no site das operadoras a partir desta quarta-feira (29). A opção foi por um produto de prateleira, mas que, segundo Ramos, atende aos princípios estabelecidos pela agência. O software mede, de forma fácil, a velocidade média, a latência e perdas de pacotes. Uma cartilha, também disponível no site das operadoras, orientará seu uso pelos clientes.
Técnica
Segundo Ramos, a escolha pela PwC como entidade aferidora se baseou em critério técnico, sem influência da campanha dos órgãos de defesa dos consumidores contra a definição pela ABR Telecom. Para o superintendente, essa entidade atende a todos os requisitos exigidos pela Anatel, desde técnica, neutralidade, transparência e proposta comercial.
“A opção pela PricewaterhouseCoopers se deveu pela técnica, obtida por meio da parceria com a SamKnows, empresa de experiência internacional e que oferece soluções para medição da qualidade da banda larga pela Offcom [Inglaterra] e FCC [Estados Unidos]”, disse Ramos. O valor do contrato, que será arcado pelas operadoras, não foi divulgado. “Por enquanto só temos os preços unitários dos produtos, que ainda podem mudar”, justificou.
Após a assinatura do contrato, prevista para esta quarta-feira (29), a PwC iniciará os trabalhos para implantar a estrutura de medição que passará a funcionar totalmente, de acordo com regulamento da Anatel, em um prazo de oito meses. A medição, de acordo com os regulamentos sobre o assunto, será feita por amostragem utilizando equipamentos dedicados e os resultados serão repassados periodicamente à agência reguladora.
O processo de seleção foi conduzido pelo Grupo de Implantação de Processos de Aferição da Qualidade (GIPAQ), formado por representantes das prestadoras de SMP e de SCM, sob a coordenação da Anatel. Mas a palavra final veio da uma Comissão de Seleção, formada por representantes das prestadoras. Além da PwC e ABR Telecom, apresentaram propostas o Núcleo de Informação e Coordenação (NIC.br) e ISPM Serviço de Informática.
O Idec chegou a entrar na Justiça para impedir que a escolha recaísse na ABR Telecom, alegando que essa entidade é constituída por representantes das operadoras.
Software
O software de medição da banda larga fixa foi adquirido pelas operadoras da empresa Speed Test, também por valor não divulgado. Mas esse pode não ser o programa final de medição, já que o regulamento de qualidade do SCM prevê que a possibilidade da EAQ optar por outro. “Ele pode ser até o mesmo, depende da entidade aferidora que tem até outubro para definir”, disse Ramos.
A medição que será usada para aferição da velocidade pelo software a partir de outubro, após avaliação do programa pela EAQ. O software estará na primeira página dos sites das operadoras ou na página principal de ofertas de banda larga.




