Brasil critica custos das conexões de dados internacionais

mar 1, 2012 by

Em sua participação no programa ministerial do Mobile World Congress, um encontro fechado a autoridades promovido paralelamente ao congresso de mobilidade que acontece esta semana em Barcelona, o ministro das comunicações do Brasil, Paulo Bernardo, criticou  duramente a estrutura de custo das conexões de dados internacional. Segundo o ministro, se as conexões internacionais fossem US$ 4 menores, seria possível apenas ao Brasil ter 3 milhões de domicílios a mais conectados à banda larga. Ainda segundo dados apresentados pelo ministro, os custos de conectividade para o usuário sul-americano representam de 35% a 40% do valor do serviço. Segundo o ministro brasileiro, um provedor de serviço na América do Sul paga três vezes mais do que nos EUA.

Unasul

 

No próximo dia 9 de março, informou o ministro, haverá uma nova reunião de ministros da Unasul em Assunção, no Paraguai. Será discutido o acordo definido em novembro para a construção de um anel óptico que será feito por agentes públicos ou privado e que, segundo Paulo Bernardo, ficará 100% pronto em 2014. Mas o ministro espera que essa rede opere parcialmente ainda neste ano com a interligação das redes já existentes. Esse modelo podem  ser estendidos a todos os países latino americanos, disse o ministro. Com os custos reduzidos, pode-se massificar as tecnologias de acesso e esse é um objetivo dos governos, informou Bernardo. Segundo ele, expandir a infraestrutura é palavra de ordem.

 

Paulo Bernardo disse ainda que 2012 será o ano da infraestrutura óptica no Brasil, com a ativação da maior parte da rede da Telebrás. Também serão contratados, segundo o ministro, até o final do ano, os fornecedores do cabo submarino para ligar Brasil à Europa, África e América do Norte, e também o fornecedor do satélite geoestacionário de comunicação brasileiro.

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