Procon: “Muitas empresas que atuam no Brasil não têm cultura de aceitar decisões da justiça”
Segundo o órgão, a B2W não tem igual agilidade na entrega dos produtos à rapidez com que conseguiu a liminar.
O chefe de gabinete do Procon-SP, Carlos Coscarelli, se manifestou hoje (16) em relação à suspensão das medidas aplicadas pelo órgão contra empresas de comércio online. “Se a B2W – que opera os sites Americanas.com e Submarino – tivesse a agilidade na entrega de seus produtos para o cliente que tiveram para entrar com uma liminar na justiça, talvez o Procon não precisasse agir”, afirmou. “ Ainda não fomos notificados oficialmente da decisão da justiça, mas assim que formos vamos recorrer”.
Coscarelli disse que esse tipo de punição envolvendo suspensão temporária das operações e multa só é aplicada em último caso, e que tudo poderia ser resolvido fora da justiça, com a assinatura de um termo de ajustamento de conduta por parte da empresa. Atualmente nove casos envolvendo recursos do órgão frente a liminares estão tramitando. “Mas na verdade já esperávamos que a B2W ia tentar evitar ao máximo a aplicação da pena”, diz. “muitas companhias que agem no Brasil não têm a cultura de aceitar decisões da justiça, nem respeitam a autoridade do Procon”.




