Consumidores: Teles não entregam o que prometem

maio 11, 2012 by

Bem perto de implantar os serviços de quarta geração da telefonia móvel – e, ainda antes, das novas regras que prometem maior qualidade no acesso à Internet – os consumidores brasileiros se ressentem da carência sobre o básico: a entrega efetiva daquilo que, entendem, compraram como serviço.

“Desejamos um pouco mais de equilíbrio, preços justos e qualidade. Não queremos mais do que o cumprimento da oferta, ou seja, questões elementares que precisamos superar”, resumiu a diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça, Juliana Pereira.

 

Ao participar de debate promovido pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor sobre banda larga, nesta quinta-feira, 10/05, em Brasília, a diretora do DPDC, bem como o próprio Idec, desfiaram os números que sustentam ser telecom um dos principais alvos dos lamentos de clientes nos Procons do país.

 

De sua parte, a Anatel sinaliza a adoção de um novo regulamento para endereçar diretamente alguns dos principais problemas enfrentados pelos clientes – especialmente a questão relativa a cobranças indevidas. Segundo o conselheiro Rodrigo Zerbone, essa proposta será apresentada na próxima reunião do Conselho de Usuários da agência.

 

O leilão de frequências, a ser realizado em junho, prevê a chegada do 4G ao Brasil em meados de 2013. E enquanto os novos serviços serão mais um fator a pressionar a demanda por mais banda, a dúvida, com base no panorama atual, é se o sistema suporta mais e mais internautas.

 

“É ótimo vermos o crescimento do mercado de smartphones. Mas será que estamos preparados para o boom?”, questiona Juliana Pereira, diante de um modelo em que prevalece um serviço de qualidade discutível, com preços altos e, ainda, para poucos.

 

Na visão dos órgãos de defesa do consumidor, a modernidade tecnológica convive com práticas questionáveis, como a venda casada de serviços, as falhas no atendimento aos clientes e a fuga às responsabilidades, materializada na ineficácia das multas emitidas pela Anatel.

 

“Precisamos criar instrumentos que sinalizem o poder do Estado quando algo não é cumprido. As empresas acham mais barato recorrer ao Judiciário do que respeitar o consumidor. Precisamos criar uma situação em que o crime não compense, que não valha a pena descumprir os regulamentos”, sustenta a diretora do DPDC.

Artigos relacionados

Tags

Compartilhe

Comente

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *