Falta dinheiro para a defesa cibernética brasileira
Para o General de Divisão do Exército José Carlos dos Santos, que comanda o primeiro grupo do Centro de Defesa Cibernética (CDCiber) e irá monitorar no mês que vem a rede da Rio+20, O Brasil precisa urgentemente capacitar novos técnicos para a área de segurança da informação.
Segundo ele, constantes cortes orçamentários impedem o avanço de pesquisas nessa área, deixando o país despreparado para a defesa cibernética. Ele lembra que o Brasil está mal posicionado no ranking das patentes de produção científica e tecnológica e ainda tem necessidade de comprar equipamentos de rede de terceiros, o que fragilizaria a segurança brasileira.
Para minimizar esses impactos, o general tem procurado apoio junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, além do Comitê Gestor da Internet do Brasil, para conseguir recursos destinados à qualificação profissional dos técnicos que atuarão no CDCiber ou através de institutos de pesquisa científicos e tecnológicos, além de universidades.
A ideia é desenvolver quatro programas estruturadores da defesa cibernética, através da execução de 19 projetos. Mas o problema está justamente na falta de orçamento: “Miseros 80 milhões”, destacou o general, que participou da BITS 2012, em Porto Alegre (RS).




