Bernardo: lotes não leiloados do 4G podem ter preço reduzido
Ministro comemorou resultado do processo.
Os cerca de 220 lotes de faixa de frequência para a tecnologia 4G que não foram arrematados serão leiloados novamente, provavelmente até o fim do ano ou o início de 2013. Para tornar o negócio mais atraente, especialmente para empresas de menor porte, o Ministério das Comunicações estuda reduzir os preços mínimo de cada lote.
“Temos um leilão de 3,5 GHz que tinha sido adiado, mas que retornará à discussão. Já foi aventada a possibilidade de fazermos junto com os lotes de 2,5 GHz remanescentes”, disse o ministro Paulo Bernardo nesta quinta-feira (14). “Certamente teremos de conversar com o TCU (Tribunal de Contas da União), porque talvez o preço mínimo tenha sido colocado em um patamar que, para pequenas empresas, tenha ficado inviável.”
Segundo ele, o tribunal costuma autorizar reduções nos preços mínimos quando há lotes remanescentes de leilões. “Dessa forma, poderemos ter mais empresas interessadas. Vamos ter de fazer isso, mas é coisa para ser resolvida em seis ou oito meses”, disse o ministro.
Resultados
Dos 273 lotes oferecidos durante o leilão destinado à telefonia móvel 4G, apenas 54 foram arrematados. Dos quais, quatro têm abrangência nacional e 50 regional. Foram arrecadados R$ 2,93 milhões, valor abaixo da expectativa da Anatel, que era de R$ 3,85 bilhões.
No entanto, o ministro disse estar “muito satisfeito” com o resultado. “Não é uma questão de olhar apenas quanto entrou no caixa. Estamos no meio de uma crise mundial, mas tivemos uma empresa de capital majoritário espanhol (Vivo), que comprou um lote por R$ 1,05 bilhão, com obrigações de fazer também a internet rural. Isso mostra que o Brasil é visto como um país onde vale a pena investir”, disse.
Bernardo disse estar contente porque os lotes principais foram vendidos. “Vamos agora ter pelo menos cinco competidores oferecendo 4G em todas as grande cidades do Brasil. Isso é expressivo porque em poucos lugares do mundo há tantos competidores”, argumentou.
Segundo ele, o leilão vai beneficiar metade dos municípios brasileiros, pois os arrematantes terão a obrigações e prazos de cobertura a cumprir, além de terem que expandir a 3G nas cidades onde o serviço ainda não chega – 50% dos municípios e 20% da população. “Os vencedores também terão de implantar a internet rural. Com isso, queremos chegar a 70% das residências com internet em 2014”, disse o ministro.




