Classes C, D e E desafiam os bancos no Brasil
As decisões de investimentos em novas tecnologias bancárias estão diretamente relacionadas à necessidade das instituições financeiras em aumentar a sua eficiência operacional e financeira. Esse foi o tema do painel “As áreas de negócios dos bancos falam sobre tendências”, realizado nesta quinta-feira, 21/06, durante o Congresso Ciab Febraban 2012.
Os executivos de instituições como Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander foram unânimes em dizer que a busca por eficiência operacional e financeira e a necessidade de inovação para atender classes menos favorecidas vem impondo os principais desafios às áreas de TI dos bancos.
“A necessidade de reduzir custos e aumentar as receitas através de automatização e redesenho de processos gera demandas importantes de TI, segundo Paulo Nergi Boeira de Oliveira, diretor executivo da Caixa Econômica Federal. Segundo ainda o executivo, há o desafio de preparar a organização para o futuro, com investimentos pesados em questões que vão desde o mobile banking até adequações para atender a população que ainda tem no atendimento pessoal a principal forma de interação como banco.
“Hoje ainda 93% dos que utilizam serviços bancários têm como principal forma o atendimento pessoal. “Vivemos um momento em que precisamos fazer uma gestão do atendimento pessoal e, simultaneamente, temos de preparar o banco para o futuro”, acrescenta Oliveira.
Arnaldo Nissental, diretor departamental do Bradesco, concorda que os canais digitais também merecem atenção e cita números para justificar essa preocupação com o investimento nos canais digitais. “A mobilidade e os canais digitais vieram para ficar. O desafio no Bradesco está na integração dos mundos online e offline”, afirma. “Nos últimos meses, 8 milhões – ou 12% – dos clientes da instituição se relacionaram com o Bradesco apenas através de canais digitais”, contabiliza o executivo.
Já Hideraldo Dwight Leitão, diretor do Banco do Brasil, observa que o atual cenário competitivo, com uma menor quantidade de bancos disputando clientes de maneira ferrenha, vem mudando o rumo dos investimentos em TI. “Hoje os bancos precisam satisfazer os clientes. O desafio de TI hoje não está mais em grandes projetos por trás de grandes modificações. Hoje é preciso desenvolver estratégias e fazer com que elas cheguem em todas as instâncias da organização sem diluição de conteúdo”, afirma. “O desafio está em combinar os recursos das diferentes ferramentas de TI – de conhecimento do cliente aos negócios”, resume.
O executivo afirma que a área de tecnologia deixou de ser fornecedora para se tornar cada vez mais uma área encvolvida com negócios. “No Banco do Brasil a nossa área de TI participa dos projetos desde a sua concepção”, revela. “As tecnologias passam a ser um recurso que precisa ser muito bem combinado para que os bancos consigam fazer mudanças rápidas, ofertas focadas e entregar valor aos clientes.”
Referindo-se à cada vez maior concorrência entre os bancos, Gilberto de Abreu, diretor executivo de segmentos pessoa física do Banco Santander Brasil, destaca que o poder não está mais com a indústria mas, sim com o cliente. “Os bancos terão o desafio de aprimorar suas ofertas para conquistar clientes”, afirma.




