GT de telefonia aprova PLs do marco legal para o setor, mas mantém assinatura básica

nov 13, 2013 by

O Grupo de Trabalho da Telefonia da Câmara aprovou, nesta terça-feira (12), a nova proposta de marco legal para o setor.  Os novos projetos de leis – são três ao todo – já inclui as sugestões do Ministério das Comunicações, além de nove novos artigos, que incorporam avanços obtidos pelos Ministérios Públicos estaduais e serão protocolados na mesa da Câmara amanhã. A proposta que previa a extinção da assinatura básica da telefonia foi rejeitada.  Em seu lugar, foi aceito o projeto de lei que obriga as teles a oferecerem plano de serviço que não contemple a cobrança de valores fixos mensais.

O novo texto já inclui as regras para implantação de antenas, prevendo um procedimento simplificado, mas sem prejuízo da manifestação dos diversos órgãos competentes na tramitação do processo. Segundo o relator, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), fica criado o “silencio positivo”, ou seja, caso os órgãos competentes não se manifestem nos 60 dias de prazo proposto, fica a operadora autorizada a realizar a instalação. Medida semelhante está prevista no projeto de lei aprovado no Senado que agora tramita na Câmara.

O PL altera também a lei do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações), ampliando o seu uso. Uma das possibilidades é o uso dos recursos como subsídio direto para financiar a ampliação do acesso da sociedade para serviços de telecomunicações prestados também em regime privado.

Outra alteração em relação ao texto apresentado anteriormente diz respeito à validade dos créditos de celulares. Na proposta original, o relator previa um prazo de dois anos para uso desses créditos, mas foi convencido pelo MiniCom a reduzir esse prazo para 30 dias, prorrogável quando forem inseridos novos créditos. 

Em outro artigo, o projeto de lei dá mais poderes para que a Anatel possa suspender, cautelarmente, a venda de novas linhas pelas operadoras, no caso de degradação do serviço. E manteve a proibição da cobrança de roaming nacional em ligações de celulares do mesmo grupo.

O terceiro projeto, por sua vez, permite o direcionamento de recursos financeiros das multas aplicadas pela Anatel a investimentos em infraestrutura de telecomunicações, especialmente que possibilitem o acesso à internet, em municípios com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Providência que já vem sendo trabalhada pela agência no regulamento de TAC (Termo de Ajustamento de Conduta).

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