Pesquisa de imagem: banda larga e TV paga têm pior custo-benefício

jun 5, 2012 by

 

Este é o resultado de pesquisa realizada pela CVA Solutions, que pela primeira vez analisou empresas do setor de telecom

Em estudo realizado pela CVA Solutions, os serviços de banda larga fixa e móvel e de TV por assinatura ficaram nas últimas colocações em um ranking de percepção de valor que incluia outros 35 setores da economia. Esta foi a primeira pesquisa que incluiu os serviços de telecomunicações. Antes, o serviço pior avaliado era o de planos de saúde.

O serviço de banda larga, fixa e móvel, ficou com nota 6,32 em uma escala de um a dez sobre o custo-benefício percebido pelos 5.485 consumidores pesquisados. O resultado é inferior ao de planos de saúde, último colocado na pesquisa anterior, que obteve 6,54 na atual. Já o serviço de TV por assinatura, avaliado por 3.780 consumidores, ficou com nota 6,61, na terceira pior posição do ranking.

 

O valor para os setores pesquisados se baseia na nota de custo-benefício percebido e tem como melhor segmento o de microondas (nota 8,87), seguido do de refrigeradores (nota 8,81) e lavadoras de roupas (nota 8,73).

 

O estudo mostrou também que 71,2% dos entrevistados desejam mudar de marca de internet banda larga fixa e 72,9% na móvel. O maior índice de recompra na fixa é da GVT (57,1%), seguido da NET (32,9%) e da Telefônica (24,9%).  Na internet móvel, o maior índice de recompra é da Vivo (33%). Em segundo aparece a TIM (25,5%) e, em terceiro, a Claro (23,9%).

 

Na internet banda larga fixa, o serviço da GVT obteve o melhor valor percebido. Em segundo lugar ficou a Embratel, seguida da NET. Na pesquisa da internet móvel, a Oi ficou em primeiro lugar, seguida de TIM e Vivo.

 

No quesito Força da Marca (atração menos a rejeição perante clientes e não clientes) das fornecedoras de internet fixa, a GVT ficou no topo do ranking, seguida de NET e Telefônica. Na banda larga móvel, a marca mais forte é a Vivo, seguida da Oi e da Claro. O estudo apurou que entre as três principais razões para escolha das marcas estão a “Qualidade de Conexão”, “Preço das Tarifas da Operadora” e “Oferta/Promoção Especial”.

 

De acordo com o sócio-diretor da CVA Soluctions, Sandro Cimatti, o resultado indica que a mudança do nome dos serviços Telefônica para Vivo deve ser feito com cautela: “A companhia precisa tomar cuidado para que não seja transferida alguma rejeição da marca Telefônica, contaminando a nova marca.”

 

No caso da TV por assinatura, o levantamento mostrou que os consumidores que têm apenas o serviço contratado de televisão estão mais felizes do que aqueles que possuem os chamados combos, planos com TV e internet ou TV, internet e telefone. “Isso se deve ao fato de que as operadoras que comercializam combos apresentam mais gargalos de infraestrutura que as demais”, afirma Cimatti.

 

O melhor valor percebido no serviço de TV por assinatura foi o prestado pela empresa Sky, seguido pelo da Embratel e da Oi TV. Neste setor, mais de 72% dos entrevistados disseram que gostariam de mudar de operadora. A Sky obteve o maior índice de recompra (38,2%), ficando em segundo lugar a Embratel (26,1%) e, em terceiro, a NET (25,7%).

 

Entre as marcas, a mais bem avaliada foi a Sky (34,4%). Em segundo lugar aparece a NET (21,3%) e, em terceiro, a Embratel (5,1%).“A Sky está bem em Força da Marca e em Valor Percebido porque oferece bons custos e benefícios, boas opções de canais e tem uma imagem de marca positiva”, completa Cimatti.

 

Antes da privatização, o telefone público estava sendo conectado à internet oferecendo a possibilidade de milhares de pessoas acessarem a grande rede de forma mais barata do que, por exemplo, pelo celular. Projeto que foi deixado de lado pelas operadoras.

O Instituto Telecom afirma que não haverá universalização fora do regime público. E essa é uma discussão que se impõe dentro de um debate sério sobre a universalização da voz e da banda larga. Os TPs fazem parte dessa história e podem ser um excelente instrumento para levarmos a voz e a banda larga a todos os municípios do país. Não podemos deixar que essa rede continue a ser sucateada e, muito menos, que o interesse coletivo e o direito ao acesso ao telefone público seja esquecido.

Com certeza o telefone público pode, e deve, acessar à internet.

 

 

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