Governo vai criar grupo interministerial sobre computação em nuvem
O governo deve criar até o final de maio, um grupo interministerial para discutir internamente os princípios do que será a nuvem governamental, mas também para tratar de ações executivas com o objetivo de se chegar a um projeto-piloto e a prova de conceito dessa tecnologia na administração federal.
“A ideia é discutir as estratégias, os aplicativos que vão rodar nessa nuvem, em quais datacenters. Até para termos um diálogo direto unificado do governo com a iniciativa privada e mesmo com outros agentes federados”, explica o coordenador de software e serviços do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Moreira.
Paralelamente, o MCTI promete para maio a divulgação de uma Política Nacional de Software, onde parte das questões relativas à computação em nuvem começarão a ser endereçadas. E promete novos editais para o desenvolvimento dessa tecnologia no país. “Teremos editais de aproximadamente R$ 30 milhões, com recursos de Finep, Fapesp, etc, ainda este ano”, completou Moreira.
Na prática, a formalização de um grupo interministerial já teve um ponto de partida com os trabalhos que desenvolvidos pelo grupo que reúne o próprio MCTI, o Planejamento e estatais como Serpro, Dataprev e Telebrás, além do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) com vistas a estruturação de uma nuvem privativa do governo.
Orquestrador
Até aqui, as iniciativas em nuvem estão apenas começando no governo. O principal aplicativo talvez seja a suíte de comunicações Expresso, desenvolvida pelo Serpro e pela Dataprev – basicamente uma solução de e-mail, agenda e contatos.
De olho no futuro, o Serpro já planeja a contratação de um “orquestrador” capaz de garantir a interoperabilidade das diferentes tecnologias de nuvem. Mas aguarda o aparecimento de mais competidores nesse cenário.
“Naturalmente, queremos ser múltiplos, capazes de trabalhar com ‘nuvens’ diferentes. Por enquanto podemos esperar, porque rodamos somente em XEN. E queremos, para essa licitação, ver se aparecem outros além dos únicos dois orquestradores disponíveis no mercado hoje (na visão dele – Dell e CA)”, afirma o presidente da estatal, Marcos Mazoni.




