Inova Brasil desembolsará mais de R$ 1 bilhão em 2010

abr 12, 2010 by

Acabam de ser aprovadas modificações no Programa FINEP Inova Brasil, que oferece financiamentos reembolsáveis com taxas de juros diferenciadas. A partir da nova resolução, adicionalmente ao crédito, a FINEP também poderá conceder recursos não reembolsáveis no valor de até 10% das operações aprovadas.Nesse caso, o valor iria para a contratação de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento capitaneados pelas empresas e executados por Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs). As ICTs deverão ter reconhecida competência na área de atuação das companhias e receberão diretamente o dinheiro.


“Chamamos esse adicional de cupom ou voucher de P&D”, diz Ricardo Jabace, chefe do Departamento de Indústria I da FINEP. Foi criada, ainda, a Subvenção-RH, possibilidade de concessão simultânea do benefício de subvenção à contratação de novos mestres e doutores pelas empresas.

A FINEP arcaria com até 100% do valor nominal (assinado em carteira) dos salários dos novos pesquisadores contratados para a execução das propostas financiadas, até o limite de 10% do valor do crédito.

A Financiadora aprovou também a criação da sexta linha de crédito do programa – Inovação em Gestão – representada pelo conjunto de ações de estruturação de ambientes internos de estímulo à inovação, com taxa fixa anual de 6,5%.

Além disso, o valor concedido para as seis linhas, agora, vai variar entre R$ 1 milhão a R$ 80 milhões. O Programa FINEP Inova Brasil desembolsou cerca de R$ 900 milhões em operações de crédito no ano passado. Para 2010, a previsão é de mais de R$ 1 bilhão.

Criado em 2008, o FINEP Inova Brasil tem por objetivo apoiar o desenvolvimento de projetos inovadores em empresas. Ele opera com taxas fixas e equalizadas entre 4% e 8% ao ano.

Três modalidades de incentivo à inovação são baseadas nas diretrizes da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), que dividiu os setores da economia nos seguintes eixos: programas mobilizadores em áreas estratégicas; programa para conciliar e expandir a liderança; e programas para fortalecer a competitividade.

Para o primeiro grupo, onde estão inseridos os complexos industriais de defesa, saúde, tecnologia da informação, energia, nanotecnologia e biotecnologia, áreas consideradas estratégicas e prioritárias pelo governo, a taxa de correção é de 4% ao ano.

No segundo eixo, que engloba os setores de siderurgia, petróleo, gás natural, celulose, complexo aeronáutico e carnes esse percentual é de 4,5%. Por último, estão os setores de bens de capital, automotivo, têxtil, calçados e agroindústria, entre outros, que terão os seus contratos de financiamento corrigidos em 5% ao ano.

No caso das duas outras linhas – 4 e 5 – a primeira apoia projetos de pré-investimento e de engenharia consultiva, que são os estudos de setores compreendidos pelo PAC, Integração Regional no Mercosul, Copa do Mundo 2014 e pela Política Habitacional Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.

Nesse caso, a taxa de correção dos contratos também é de 4%. A quinta linha abrange outros projetos inovadores que não estejam contemplados nos programas prioritários do governo. Para esses contratos, a taxa é de 8% ao ano.

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