UIT quer debater custo da banda larga para operadoras
Entidade entende que a atual regulamentação da internet não responde ao desequilíbrio entre receitas decrescentes e investimentos das operadoras
A UIT afirmou à imprensa internacional nesta sexta-feira (22), após reunião preparatória para a Conferência Mundial de Telecomunicações Internacionais na qual será revisada a regulamentação do setor, que a falta de equilíbrio entre receitas e custos das operadoras de telecomunicações será debatida, sim, pela entidade, para que seja encontrada uma forma de compatibilizar esta equação e estimular a ampliação e desenvolvimento da internet.
A declaração foi feita pelo secretário-geral da entidade, Hammadoun Touré, que logo no início de seu discurso pontuou o comprometimento da entidade com o livre fluxo de informação e chamou de ridículas as afirmações de que existam conflitos entre telecomunicações e internet. “Em pleno século XXI, quem pode me dizer a diferença, em termos de tráfego voz, vídeo ou dados pela rede?”, afirmou. Nos últimos dias, foram divulgadas informações de que a UIT poderia rediscutir a neutralidade da rede e a fala de Touré tentou dissipar esta preocupação.
Logo depois, no entanto, ele admitiu que a atual regulamentação do setor não está equipada para lidar com os desafios que as telecomunicações enfrentam: com preços unitários por serviço em declínio e necessidades maiores de investimento para suportar o crescente tráfego de dados. Segundo ele, debates como esse serão importantes porque afetam o desenvolvimento de uma sociedade da informação realmente inclusiva, em que todos os cidadãos do mundo tenham conexão equânime, segura e a um custo acessível.
Touré respondeu a aqueles que criticam o fato da entidade discutir custos, justificando que o preço da conectividade em países em desenvolvimento ainda é muito alto e que a UIT deseja ver a internet sendo mais usada nestes países. “Parece bastante apropriado discutir estas questões em Dubai – para que possamos encontrar formas de reduzir o preço da conexão em países em desenvolvimento, enquanto garantimos receitas suficientes apra as operadoras implantarem infraestrutura de banda larga.
Por último, o secretário-geral criticou o que classificou como distorções na divulgação de fatos e informou que a entidade avaliará o pedido de acesso às propostas para a Conferência pelos acionistas.




