Nossa Opinião: Mafalda, a mula sem cabeça e a IA

maio 19, 2026 by

Nossa Opinião: Mafalda, a mula sem cabeça e a IA

Em tempos de uma obtenção recorde de recursos para realização de um filme – mais de 134 milhões de reais, sobre um personagem desprezível -, vale a pena refletir sobre as eleições de 2026. O que essa verba, nas mãos da extrema direita, pode trazer para impulsionar mentiras digitais.

O especialista em Direito Constitucional Joaquim Pedro de Medeiros alerta: “embora a inteligência artificial tenha sido uma ferramenta presente nas eleições passadas, será em 2026 que seu impacto se tornará verdadeiramente significativo, especialmente no que diz respeito à manipulação da percepção pública e à disseminação de fake news”.

Com essa ideia na cabeça, não na da mula, perguntei à IA qual seria a interseção entre Mafalda, personagem criada pelo ilustrador argentino Quino a Mula sem Cabeça e a própria inteligência artificial.

Segundo a IA, a Mula sem Cabeça representa o medo do descontrole: um corpo potente, capaz de destruir tudo ao redor, mas sem consciência ou ética. Em 2026, isso poderia simbolizar sistemas autônomos movidos por algoritmos opacos e interesses econômicos, tomando decisões sem supervisão humana.

Já Mafalda aparece como o oposto: pensamento crítico, humanidade e contestação. Se a mula representa a tecnologia desgovernada, Mafalda seria justamente a “cabeça” que falta – a ética, a reflexão e a capacidade de questionar o poder.

A IA também alertou para o risco de decisões automatizadas em áreas econômicas, sociais e políticas produzirem “coices” imprevisíveis sobre a sociedade.

No atual quadro farsesco, com atuações dignas de “premiação” e campanhas cada vez mais manipuladas por algoritmos, surge a pergunta central: como enfrentar a mula sem cabeça, alimentada por plataformas digitais enviesadas e sistemas de manipulação em massa?
Será que escândalos envolvendo uso político da IA e da desinformação servirão para fortalecer os direitos humanos e a democracia? Ou veremos o avanço de máquinas de propaganda cada vez mais sofisticadas?

Teremos mais Mafalda ou mais mulas sem cabeça, ou pior, com muitas cabeças, circulando pelas urnas eletrônicas que eles próprios vivem atacando?

Não dá para negar a tecnologia, mas devemos colocá-la a serviço de uma sociedade mais humana, preocupada com o meio ambiente, os direitos sociais, o feminismo, a verdade e a democracia.

Instituto Telecom, Terça-feira, 19 de maio de 2026
Marcello Miranda, especialista em Telecom – Nº 700

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