Crescimento do 4G pode ser mais efetivo no Brasil
As operadoras de telefonia móvel possuem uma série de dados dispersos em sua estrutura de inteligência competitiva e a avaliação da Esri é que 80% dessas informações são geográficas, envolvendo antena, localização dos clientes e dos concorrentes, local de origem dos problemas, etc. “Por isso, avaliamos que a inteligência geográfica – por permitir a visualização das informações em camadas – possibilita a integração e análise de dados diversos para que as empresas de telecom identifiquem as regiões com maior potencial para implementar a cobertura 4G”, diz Randy Frantz, diretor de soluções para o setor de Telecomunicações da Esri.
O especialista esteve no Brasil na semana passada e, em entrevista exclusiva ao IPNews, relatou que o sistema ArcGIS, fornecido pela Esri e comercializado nacionalmente pela Imagem, define áreas de cobertura geograficamente, para que as equipes de atendimento, de redes e de vendas das operadoras possam consultar a disponibilidade de cobertura através de um endereço. “Tudo pela web e por dispositivo móvel”, diz ele.
Segundo o executivo, a Esri atua em mais de 80 países, atendendo cerca de 350 mil empresas, entre as quais estão algumas operadoras de telefonia móvel. “Essas empresas já vivenciam mundialmente os ganhos da inteligência geográfica na gestão de seus ativos, no planejamento, análise e gestão da operação por meio de painéis de gestão em tempo real com alertas de rede, gestão das equipes de campo, concorrentes e churn, entre outras iniciativas”, diz Frantz.
Atualmente, há 153 municípios com cobertura 4G no Brasil e essa cobertura está concentrada em capitais (sendo 23 e o Distrito Federal) e em grandes cidades, contemplando aproximadamente 42,5% da população. O Brasil terminou janeiro de 2015 com 7,7 milhões de acessos 4G (LTE), o que representa um crescimento de 394,9% em relação a janeiro de 2014, quando havia 1,6 milhão de linhas ativas de 4G. “O Brasil tem seguido a mesma linha de crescimento de 4G que os demais países do mundo, iniciando a cobertura dos principais polos e expandindo na sequência para as cidades com maior potencial de monetização e renda da população. Quanto à penetração, ela já é significativa, tendendo a intensificar-se nos próximos meses, com foco em população coberta e não no número de municípios”, diz.
Com o crescimento do uso de smartphones e foco na qualidade do serviço, o aumento da penetração do 4G deve ser ainda mais veloz, motivo para qual Randy Frantz, credita a importância da inteligência geográfica para as empresas que querem planejar com mais efetividade a expansão da rede 4G.




