3,5GHz: Anatel quer usar contribuições para reduzir tensão no mercado

jul 26, 2011 by

Termina nesta segunda-feira, 25/7, o prazo para contribuições à consulta pública sobre a faixa de 3,5 GHz e a expectativa é de que a Anatel aproveite as sugestões para fazer alterações na proposta de edital. Além da consulta em si, a agência avisou que está renovando estudos sobre interferências do uso dessa faixa na Banda C, usada especialmente por antenas parabólicas para receber sinais de televisão.

O Conselho Diretor da agência já sinalizou que poderia reduzir os limites de potência dos equipamentos a serem utilizados na faixa, de forma a não atingirem os 30 MW. Além disso, mesmo sem alterações no edital, a Anatel também pode ampliar a banda de guarda entre os 3,5 GHz e a Banda C – a partir de 3,6 GHz, de 25 MHz para 35 MHz.

As empresas que utilizam a Banda C – radiodifusores e operadoras de satélites – reclamam das interferências que já ocorreriam atualmente, embora o uso da faixa de 3,5 GHz ainda seja restrito. A idéia do leilão é justamente ampliar o uso de tecnologias como WiMAX ou abrir espaço para o LTE.

Na contramão, empresas que fabricam equipamentos em 3,5 GHz disparam contra os radiodifusores e sustentam que a convivência é possível – além de apontarem para a falta de espectro diante da demanda sempre crescente, como destacou a Intel em entrevista ao Convergência Digital.

Até aqui, todas as discussões públicas sobre o uso da faixa resultaram em protestos, especialmente dos operadores de satélites. Mas mesmo as teles – que em grande medida atuam nas duas pontas – temem os impactos do uso mais intenso da frequência de 3,5 GHz: ou ainda, os eventuais custos pela mitigação dos efeitos prejudiciais.

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