700 MHz: Governo descarta tirar São Paulo para acelerar leilão
Apesar de um certo burburinho na indústria de telecomunicações, o governo descarta divagações sobre um leilão da faixa de 700 MHz que não inclua o maior mercado do país, São Paulo – onde falta espectro para acomodar tantos interessados.“É inviável tecnicamente e financeiramente”, resume o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Genildo Lins. Presente à posse do presidente da Anatel, João Rezende, o ministro interino – Paulo Bernardo foi à China – é categórico que o leilão sai em 2014, ainda que na segunda metade do ano.
“A equipe econômica do governo espera muito o leilão. O governo conta com a receita, estimada, por baixo, em R$ 6 bilhões”, explica Lins. Há uma certa torcida de que o resultado seja melhor ainda, apesar da intenção de carregar nas obrigações que serão associadas aos pedaços de radiofrequência.
De volta ao cargo depois de um mês, Rezende afirmou repetidamente que a licitação “está no cronograma”. Ou seja, ainda há esforço para realizar o leilão no primeiro semestre. Mas, como também repetiu o conselheiro, os testes de convivência promovidos pela agência estão apenas começando.
Como há muito ainda a fazer, o governo não é tão otimista, embora confie que pelo menos as primeiras parcelas da licitação ingressem no Tesouro ainda em 2014. A maior variável é o tamanho da compensação financeira que as emissoras de televisão vão receber – a ser custeada pelas operadoras de telecom.




