Telefone popular: sem sucesso no fixo, Anatel vai tentar móvel

nov 7, 2012 by

A Superintendência de Universalização da Anatel resgatou uma proposta da Oi e vem trabalhando nas regras para a oferta do Aice móvel – serviço batizado de Acesso Individual Classe Especial, mas que é melhor traduzido como telefone popular, visto prever tarifação diferenciada para brasileiros de baixa renda.


“Estamos discutindo com as operadoras e acredito que teremos uma proposta técnica em dois meses”, afirmou o superintendente de Universalização, José Gonçalves Neto. “Há interesse das empresas nessa oferta diferenciada”, completou ele, que nesta terça-feira, 6/11, participou de seminário sobre banda larga promovido pela Momento Editorial.

O Aice foi elaborado originalmente em 2005 e pretendia ser um telefone popular por, em tese, ser mais barato que as linhas fixas convencionais. Remodelado, foi reestruturado em fevereiro do ano passado: seria voltado para os brasileiros que integram o cadastro único dos programas sociais e teria uma assinatura mensal de aproximadamente R$ 13.

Não adiantou. Em seis anos, a primeira versão – para todos – não reuniu 140 mil clientes. A nova, em vigor desde o início de 2011, não chegou aos 30 mil assinantes, apesar de envolver um público elegível estimado em 22 milhões de brasileiros.

Por uma lógica curiosa, a agência acredita que a versão móvel – da qual ainda não sugere o valor mensal – pode ajudar a “empurrar” a versão fixa. “Além disso, seria capaz de incorporar outros serviços, como SMS”, diz Neto, referindo-se às mensagens instantâneas – que no Brasil já foram chamadas de o bit mais caro do planeta.

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