Telecom Italia lança títulos, mas fatiamento da TIM continua no cardápio

nov 8, 2013 by

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta quinta-feira (7), que não teve notícias sobre os planos da Telefónica e sua participação na Telecom Italia, controladora da TIM. Mas afirmou que o presidente do braço da operadora espanhola no Brasil, Antonio Carlos Valente, telefonou pedindo um encontro. “Provavelmente vamos conversar na semana que vem”, disse.

 

 

Na reunião de hoje da operadora italiana, quando se aguardava maiores esclarecimentos sobre os rumos da empresa, foi apenas comunicada a emissão de debêntures conversíveis no valor de 1,3 bilhão de euros. Mas há especulações na imprensa estrangeira sobre uma provável venda da TIM no próximo ano, ou uma formalização de parceria com a GVT.

Ontem, a agência Reuters informara que a operadora espanhola pensava em aumentar os investimentos na italiana e voltava a defender a venda fatiada da brasileira TIM Participações no final de  2014. Para operadora espanhola será necessário ainda pelo menos nove meses para que a ideia do fatiamento da TIM seja aceita pelas agências reguladoras brasileira (Cade e Anatel). Além disso, com as eleições gerais previstas para o próximo ano no Brasil, uma solução definitiva de a venda ocorrer somente em 2015 não está descartada.

O prazo seria importante também para que os outros dois grupos que atuam no mercado brasileiro – a América Móvil e a Oi – conseguissem alavancar os recursos necessários para esta aquisição.

GVT

O investidor minoritário da Telecom Italia, Marco Fossati, disse em uma reunião com analistas que uma parceria com a operadora de telecomunicações GVT, subsidiária da Vivendi no Brasil, ajudaria o grupo italiano de telefonia a relançar o seu negócio. O executivo italiano, que detém 5% da operadora italiana, foi para Londres na quarta-feira para destacar seus planos para a empresa.

Hoje, a Telecom Italia divulgou os resultados dos últimos nove meses, informando um faturamento 20,3 bilhões de euros, um decréscimo de 7,6% em relação no mesmo período de 2012, ou 2,1% em termos orgânicos. No período, a empresa registrou prejuízos de 902 milhões de euros. No terceiro trimestre, os prejuízos foram de 505 milhões de euros.

” A redução é em grande parte devido às unidades de negócios interno e ao Brasil, enquanto foi registrado crescimento na Argentina”, explica o comunicado do grupo. Os investimentos informados totalizaram 3,4 bilhões de euros ( alta de 2,2 %) , enquanto a dívida líquida ajustada caiu para 28,2 bilhões de euros , menos 1,2 bilhões de euros em relação ao final de setembro de 2012. A emissão de  1,3 bilhão de euros de títulos conversíveis terá  vencimento em novembro de 2016.

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