Anatel e SindiTelebrasil trocam farpas por causa da cobertura celular
O diretor do SindiTelebrasil, Eduardo Levy, disse nesta quarta-feira, 12/12, durante audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, que as operadoras estão conseguindo instalar em média 15 antenas por dia. Antes, resssaltou, esse trabalho estava dificultado pela falta de consenso sobre uma legislação pertinente, ainda não aprovada no Congresso, mas que abriu os olhos de diversas prefeituras para o problema.
Porém, Levy acrescentou que os problemas de queda de sinal das operadoras móveis são decorrentes da falta de novos pontos de cobertura em determinados locais, mas sugeriu que a culpa seria da própria Anatel, ao afirmar que, em determinados casos, essa falta de cobertura se deve ao fato de os editais de venda das outorgas terem desobrigado as empresas de fazerem investimentos nessas áreas. Para a Anatel, as metas de cobertura de um município são consideradas cumpridas, quando 80% da localidade recebe o sinal de celular.
A reação foi imediata por parte do presidente da Anatel, João Rezende, que também participou da audiência na CCT do Senado. Segundo ele, no próximo trimestre, a agência irá debater longamente as questões que interferem na qualidade dos seviços das operadoras, entre eles, erros em conta, queda de sinal e maior cobertura.
Rezende aproveitou para dar uma estocada no diretor do SindiTelebrasil ao afirmar que a direção de marketing das empresas deveria conversar mais com a direção de rede, para evitar que os usuários se sintam lesados por supostas propagandas enganosas, especialmente, as que prometem “planos ilimitados”, numa rede já congestionada.




