Brasil é oitavo país com mais ataques virtuais no mundo no 1º trimestre, aponta pesquisa

jul 24, 2013 by

O Brasil foi a oitava maior fonte de ataques virtuais do mundo no primeiro trimestre, respondendo por 2,2% do total de ameaças, segundo estudo divulgado pela fornecedora de soluções de aceleração e segurança para a internet, Akamai. Durante o período, o relatório identificou tráfego de ataques a partir de 177 países ou regiões, sendo a China a maior fonte de ameaças, responsável por 34% do volume observado. A Indonésia aparece em segundo lugar, com 21%, e os Estados Unidos na terceira colocação, com 8,3% dos ataques. A empresa destaca que a região de origem do IP de ataque pode não representar a nação na qual o hacker reside. As dez maiores regiões e países fontes de ataque geraram 80% das ameaças observadas no período. Em relação às portas mais vulneráveis, destacaram-se a 445 (Microsoft-DS), com 23% do tráfego de ataques e, na sequência, a 80 (WWW HTTP), com 14%.

O relatório aponta que 154 empresas reportaram 208 ataques DDoS — ataque distribuído de negação de serviço —, que ocorre quando são usados múltiplas máquinas para disparar uma imensa quantidade de mensagens e solicitações a fim de atingir um usuário. Desse total, 35% dos clientes afetados foram grandes corporações, como instituições financeiras; 32% do segmento de comércio; 22% de mídia e entretenimento; 7% são empresas de tecnologia; e 4%, agências do setor público.

Conectividade

Ainda segundo o estudo, a média global de velocidade de conexão aumentou 4% entre janeiro e março deste ano, atingindo os 3,1 Mbps (megabits por segundo). O Brasil apresentou velocidade média de 2,3 Mbps, ocupando a 73ª posição com crescimento de 7,4% em relação ao último período de um ano. Em toda a América Latina, a velocidade média de conexão variou de 3,3 Mbps, no México, a 0,9 Mbps, na Bolívia, considerando países que tenham mais de 25 mil endereços de IP conectados à rede Akamai. No que diz respeito à média de picos de conexão, o Brasil atingiu os 18,9 Mbps, número 25% maior comparado ao mesmo período do ano anterior. Ano a ano, a média global de pico de velocidade de conexão apresentou crescimento significativo, de 36%.

Já a média de velocidade de conexão dos provedores móveis analisados variou de 8,6 Mbps até 0,4 Mbps durante o primeiro trimestre. No Brasil, a velocidade média foi de 1,1 Mbps. O relatório também identificou que, na primeira metade do trimestre, 41% dos pedidos de redes de celular vieram do browser Android Webkit, enquanto 38% foram originados do Apple Mobile Safari. Já na segunda metade, o Android Webkit foi responsável por cerca de 44% dos pedidos, com 30% provenientes do Apple Mobile Safari. Quando todas as redes — não só as de celulares — são adicionadas na análise, 60% dos pedidos são originados da Apple Mobile Safari e entre 20% e 33%, do Android Webkit.

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