Capacidade do 4G pode esgotar em até três anos

fev 4, 2015 by

A Amdocs, fornecedora de soluções de experiência do cliente, divulgou nesta quarta-feira, 04/02, uma pesquisa sobre o tráfego móvel que mostra que a crescente demanda por dados poderá esgotar a capacidade dos hotspots da rede 4G/LTE já nos próximos 2 a 3 anos. A pesquisa faz parte do relatório anual State of the Radio Access Network (RAN), e baseia-se na análise de mais de 25 milhões de conexões de voz e dados nos locais de rede mais movimentados em todo o mundo nos últimos 12 meses.
O resultado destaca a urgência com que os prestadores de serviços precisam desenvolver uma estratégia de capacidade de “dados inteligentes”, que priorize o investimento onde haja um retorno sobre o investimento (ROI) garantido, alocando automaticamente a capacidade para maximizar a experiência e a lucratividade do cliente.
O relatório deste ano foca em áreas com alta penetração de smartphones – nos centros das cidades e em alguns dos principais eventos mundiais em estádios. Estes hotspots de redes de acesso via rádio (RAN) estão ficando mais populares à medida que proliferam os smartphones e outros dispositivos sem fio, e os consumidores aproveitam as novas tecnologias como 4G/LTE. No Brasil, dados da Anatel apontam que os acessos por tecnologia 4G cresceram mais de cinco vezes entre 2013 e 2014, totalizando 6,765 milhões de conexões.
Os hotspots continuam populares: 20% dos locais de maior acesso são responsáveis por 80% de todo o tráfego de rede nas cidades. Esta intensa concentração de demanda deverá acelerar a adoção de novas tecnologias de rede.
O LTE por si só não resolverá o problema: A utilização por assinante continua a crescer– em muitos casos, ela dobrou ao longo do último ano. O LTE oferece maior capacidade de rede, ao retirar até 50% do tráfego das redes 3G, mas a crescente demanda por dados móveis poderá esgotar esta nova capacidade dentro de 2 a 3 anos¹.
As RAN causam o maior impacto na experiência de rede do cliente: 80% das quedas das chamadas de voz e mais de 50% dos problemas de rendimento com dados são originários das RAN, que fornecem a conexão móvel sem fio para telefones, tablets e outros dispositivos através de uma combinação de tecnologias, como macro e small cells,que utilizam 3G, 4G e cada vez mais o Wi-Fi para download. Todas as melhorias realizadas aqui representarão uma oportunidade significativa para os prestadores de serviços, uma vez que 25 a 40% da rotatividade de clientes estão relacionadas à rede.
A demanda de dados é alimentada por novos dispositivos, e os “technorati”dominam o consumo: 80%dos dados na rede são utilizados por apenas 10% dos assinantes – os “technorati”. Este segmento de heavy data users consome até 10 vezes mais dados por sessão que o usuário médio. Identificar e atender segmentos de assinantes de alta demanda será uma qualidade fundamental para a gestão da escassa capacidade de rede.
Mídia social e “segunda tela”dominam eventos em estádios: Eventos esportivos e de entretenimento, como shows, já criam significativos picos na demanda de dados móveis. Durante o evento em si,os uploads de mídia social e as “segundas telas” (visualização paralela de conteúdo em um dispositivo móvel) criam um pico duplo, aumentando as sessões de dados em até 50%. Foi o que aconteceu nos 64 jogos da Copa do Mundo realizada em 2014 no Brasil, quando os espectadores trafegaram 26,7 TB de seus dispositivos móveis –1,45 TB somente na final (dados do SindiTelebrasil).Já as chamadas de voz costumam cair até 50% durante os eventos, poisos fãs se concentram na ação.
“Nosso estudo mostra que os prestadores de serviços enfrentam um desafio multidimensional – proporcionar cada vez mais capacidade de rede, cobertura e qualidade, especialmente em hotspots para dispositivos móveis”, disse Rebecca Prudhomme, vice-presidente de produtos e soluções de marketing da Amdocs. “A resposta já não é mais simplesmente adicionar hardware – small cells e Wi-Fi oferecerão novas opções –, mas introduzir soluções inteligentes para priorizar os investimentos e alocar automaticamente os recursos para maximizar a experiência e a lucratividade do cliente”, completou.

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