Presidente da FCC diz que planos de dados com limites são mais justos para o consumidor

maio 23, 2012 by

Nas suas últimas aparições públicas, o presidente da FCC, Julius Genachowski, tem procurado enfatizar a importância de liberação do espectro para a banda larga móvel. Em sua participação na Cable 2012, maior evento de TV por assinatura dos EUA que acontece esta semana em Boston, não foi diferente. No caso, Genachowski foi especialmente enfático ao defender acordos privados de uso de espectro não utilizado. Isso é importante para que os radiodifusores possam vender suas faixas para os operadores de telecomunicações e, no caso do setor de cabo, importante para a Comcast e outros operadores de cabo que têm algumas faixas de 2,1 GHz a 2,5 GHz (chamada nos EUA de faixas de AWS) e querem vender diretamente para as operadoras de telefonia móvel. No caso da Comcast, já há um pré-acordo com a Verizon Wireless.

Outro ponto importante da participação de Genachowski foi o fato dele ter aprovado e endossado o modelo de limitação dos planos de dados por capacidade de consumo como uma alternativa comercial viável e que atende à política de expansão da banda larga defendida pela FCC. Hoje, a maior parte das operadoras de banda larga dos EUA está forçando um abandono dos planos de dados ilimitados e tentando enquadrar os usuários em planos com limites, em que os usuários que usam menos pagam menos e os usuários intensivos têm contas maiores. Esse movimento tem sido criticado por alguns movimentos defensores do princípio da Internet aberta e neutra e também por provedores de conteúdos como Netflix, que entende que isso desestimula o uso de seus serviços (fortemente demandadores de tráfego nas redes das teles e operadoras de banda larga). Além disso, para os provedores de conteúdos over-the-top, essa política traz em si o risco de que as operadoras busquem acordos comerciais com determinados  provedores para isenção da franquia de dados no caso de consumo de conteúdos específicos.

 

Mas para o presidente da FCC, essas políticas são justas para o consumidor que não têm uma demanda tão intensa e que passaria a ter uma conta mais justa, de acordo com o seu perfil. “A indústria de banda larga hoje tem que lidar com esse problema, mas é um problema bom pois decorre de um aumento de demanda”, disse ele. Ele voltou a dizer que a penetração da banda larga nos EUA (67%) é “inaceitável” e defendeu o modelo que vem sendo adotado no país de direcionamento dos fundos de universalização para políticas de acesso à Internet.

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