Switch off da TV analógica no Japão será acompanhado por brasileiros
Representantes do Ministério das Comunicações e do Fórum Brasileiro de TV Digital embarcam, na próxima semana, para o Japão para acompanhar o desligamento (switch off) da transmissão de TV analógica terrestre naquele país, marcado para o dia 24 deste mês. “Esse será o primeiro desligamento do sistema ISDB-T, mesmo padrão adotado pelo Brasil”, disse o assessor do MiniCom, Flávio Lenz.
A expectativa dos técnicos é aprender com a experiência do Japão, já que o Brasil deverá ser o segundo país que adotou o ISDB-T a fazer o desligamento das transmissões analógicas, previsto para 2016. Outro interesse é acompanhar a destinação do dividendo digital, ou seja, o uso da faixa de UHF que será dada naquele país. No Brasil, a destinação da faixa de 700 MHz, hoje usada pela TV analógica, já é motivo de forte embate entre radiodifusores e a telefonia móvel.
O Japão, que desenvolveu o sistema ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting – Terrestrial), começou sua implantação em 2003, mas desde o princípio adotaram a política de venda do receptor (sep-top box), com a comercialização de um milhão de unidades em seis meses. No Brasil, a venda desses receptores ficou prejudicada por falta de uma política industrial para produção dos equipamentos aqui.
Outra diferença entre o Brasil e o Japão é o middleware de interatividade. Enquanto o país asiático adotou o BML, desenvolvido lá e que é muito simples, o Brasil optou pelo Ginga, desenvolvido nacionalmente e que é mais sofisticado. Porém, as adesões ao sistema por 11 outros países foram influenciadas também pela capacidade do Ginga, ao ponto da União Internacional de Telecomunicações (UIT) reconhecer oficialmente o sistema ISDB-TB, que incorporou os avanços desenvolvidos no Brasil.
O padrão ISDB-T já foi adotado por 13 países: Japão, Brasil, Paraguai, Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Equador, Filipinas, Peru, Venezuela, Uruguai e Suriname. Angola deve ser o próximo país a optar pelo sistema.




