Teles têm investimento recorde, mas receitas crescem mais
Ao brindar a troca de comando no sindicato nacional do setor, as operadoras destacaram o aumento nos investimentos, que chegou a R$ 5 bilhões no primeiro trimestre deste ano – valor 4,1% acima dos aportes entre janeiro e março do ano passado, então também recordes.“Todas as empresas estão com foco muito grande na implementação das redes de quarta geração e com ampliação de redes de terceira geração”, explicou o presidente da Telefônica/Vivo, Antonio Carlos Valente. As teles que adquiriram fatias da faixa de 2,5 GHz no ano passado tinham como obrigação começar a ofertar serviços de 4G em junho deste ano em seis capitais.
Mas se os investimentos crescem – ao longo de 2012 chegaram a R$ 25,8 bilhões e devem superar a marca este ano – a recompensa também. Segundo números apresentados nesta quarta-feira, 24/7, pelo Sinditelebrasil, a receita bruta engordou 5,2%, de R$ 52,4 bilhões para R$ 55,1 bilhões, na mesma comparação dos primeiros trimestres.
É certo que as operadoras ponderam que os investimentos são crescentes por conta do aumento da demanda, especialmente no tráfego de dados, especialmente em dispositivos móveis. No ano passado, o tráfego de dados através de smartphones cresceu 109%. Nos tablets, que tinham uma base ainda menor, o pulo foi de 216%.
Se o uso das telecomunicações preocupa pela demanda sobre as redes, convém lembrar que o Brasil é um país de baixa intensidade nesse campo. Na maior fatia dos ganhos, ainda a voz, só agora o país vai chegando à marca média de 100 minutos por mês por usuário, inferior ao conjunto da América Latina (140) e muito abaixo de países como Índia (400) ou Estados Unidos (600).
O espaço para crescer é lembrado por Valente: “O Brasil tem baixa penetração de smartphones por exemplo, que ainda é um equipamento caro para boa parte da população.” Outro fator positivo para o setor é que o ritmo de consumo acelera. Ainda segundo as empresas, já são 106 milhões de conexões em banda larga, sendo que 40% delas foram contratadas nos últimos 18 meses.
Não por menos o novo presidente do Sinditelebrasil, o presidente da Embratel José Formoso, festeja o horizonte. “Com as dimensões do Brasil e as necessidades de comunicação, os eventos que estão chegando, os compromissos de 4G na área rural e de qualidade na banda larga, é um futuro promissor. Lá fora está complexo, aqui está melhor.”




