TIM contrata R$ 5,7 bi do BNDES e ‘financia futuro’

out 30, 2013 by

No dia 08 de novembro, a Telecom Italia define o seu novo plano estratégico e nele estará o futuro da TIM Brasil. Mas até lá, a operadora busca sustentar planos de longo prazo no prazo no país. Tanto que obteve um financiamento de R$ 5,7 bilhões junto ao BNDES para ‘bancar’ a ampliação da rede e da capacidade entre 2014 e 2016.

 

Na teleconferência de resultados do 3º trimestre, realizada nesta quarta-feira, 30/10, a TIM evitou de todas as formas falar sobre rumores de venda. Mas mandou recados.

“Estamos fazendo um crédito (referindo-se ao BNDES) com pagamento em oito anos. E os recursos vão para a infraestrutura e expansão de rede. Essa é uma prova que pensamos em ficar e que estamos financiando o nosso futuro”, destacou o CFO da tele, Claudio Zezza. No planejamento da TIM, infraestrutura de rede segue sendo a prioridade estratégica. Tanto que a operadora expandiu o uso do FTTS(Fiber to the site) e quadruplicou o número de cidades beneficiadas: chegará a 38 até dezembro.

Sobre o resultado do 3º trimestre – onde o lucro da empresa caiu 15,6% -o presidente da empresa, Rodrigo Abreu, destacou que a operadora está, sim, ‘cumprindo um percurso bastante satisfatório, mesmo com a economia crescendo abaixo do esperado quando o plano estratégico foi desenhado’. O investimento em capacidade e qualidade do serviço foi destacado pelo executivo.

“Ao longo dos dois últimos trimestres, em especial, no terceiro trimestre, além de fazermos investimentos na fibra própria, também apostamos em equipamentos de cash, peering e fizemos ajustes finos na cobertura de rádio para deixa-la mais adequada à banda larga móvel. A primeira cidade onde esse projeto foi concluído foi Recife. E lá a nossa velocidade média que em abril era de 600 Kbps passou, em setembro, para 2,4 Mbits. Se antes estávamos abaixo da velocidade média, agora, estamos bem acima já que ela está em 1,6 Mbps. A cobertura 3G foi beneficiada com o HSPA+”, explicou Rodrigo Abreu.

Ainda sobre o empréstimo obtido no BNDES – aprovado na reunião do Conselho de Administração da operadora – o CFO da TIM, Claudio Zezza, garantiu que as condições para a contratação do empréstimo junto ao banco de fomento do governo foram ‘muito boas’, com o uso das taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) + 2,52% ao ano (a.a.); e da SELIC. “Fizemos um ótimo contrato que vai nos permitir reduzir ainda mais o nosso custo com linhas alugadas e ampliar o uso do nosso backbone e redes metropolitanas”, disse.

Satisfeito com os resultados no pré-pago – onde registrou um crescimento de 3%, Rodrigo Abreu garantiu que a ação de uma concorrente – no caso a OI, que está focando seus negócios na conquista de clientes pré-pago para aumentar a base – ainda não está se refletindo nos negócios. “Não sentimos impacto. E ficamos satisfeitos de ver que crescemos no pós-pago – que registrou 1,6 milhão de novas adições no 3º trimestre.

Resultados

No balanço financeiro do terceiro trimestre, a TIM informa que a trajetória foi marcada por resultados financeiros e operacionais consistentes e que a companhia se pauta pelo tripé de valores definidos como norte para as ações em todas as suas dimensões: inovação, qualidade e transparência.

A base de assinantes chegou a 72,9 milhões, com destaque para as ativações de 1.6 milhões de novos clientes nos planos pós-pagos, totalizando 11,9 milhões de linhas. Já no segmento pré-pago, a TIM permanece na liderança desde o segundo trimestre de 2012, impulsionada pelo plano Infinity, com conceito único de ofertas transparentes e simplificadas, compondo uma base de 61 milhões de clientes.

A inadimplência atingiu os níveis mais baixos do mercado de telecom neste trimestre: 0,7% sobre a receita bruta. A empresa investiu R$ 1,2 bilhão no período, 52,3% a mais se comparado ao ano passado. Do total, 94% foram destinados à modernização e à ampliação de sua infraestrutura de rede e TI. O montante faz parte dos R$ 10,7 bilhões planejados para o triênio 2013-2015.

A receita líquida total atingiu R$ 5,1 bilhões, alta de 7,6% em relação ao mesmo período de 2012. O crescimento consistente da receita foi motivado pelas vendas de produtos (aumento de 41% ano a ano), e pela receita de serviço móvel em meio a um ambiente macroeconômico com maiores desafios. O ARPU (receita média por usuário) chegou a R$ 18,60, 2,6% maior em relação ao trimestre anterior, suportado por um melhor perfil da base de usuários, aumento do MOU (minuto por usuário) e sólida estratégia de ofertas de dados.

A receita de VAS (Serviços de Valor Agregado) segue com forte crescimento, aumento de 21,5% ano a ano, totalizando R$ 1,362 bilhão. O desempenho é resultado do sucesso das ofertas de navegação, Infinity Web e Liberty Web, e do Infinity Torpedo, que permite envio ilimitado de SMS. Neste trimestre, o VAS correspondeu a 22,5% da receita bruta dos serviços móveis, contra 19,4% no trimestre anterior. O crescimento do uso de dados no celular também foi motivado pelo aumento das vendas de smartphones, que alcançaram 52% de penetração na base total de clientes, sendo que das vendas atuais, quase 70% já são smartphones.

O MOU (Minutos de Uso) alcançou a marca de 150 minutos no período, um aumento de 8,4% com relação ao mesmo período do ano anterior, devido, sobretudo, à alta do mix pós-pago, impulsionado pelos planos Liberty Controle e Liberty Controle Express. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 1,252 bilhão no período, representando uma alta de 4,2% no comparativo anual. Já o lucro líquido foi de R$ 315 milhões, contra R$ 372 milhões no mesmo período de 2012, e o lucro por ação, R$ 0,13, principalmente impactado pelo resultado financeiro líquido.

No trimestre, o investimento foi de R$ 1,2 bilhão, registrando aumento de 52,3% no comparativo anual. Do total, 94,2% foram destinados à infraestrutura, o que confirma o compromisso para melhoria de qualidade. E os resultados já aparecem principalmente no que diz respeito aos serviços de voz, que tiveram redução de 15% das queixas relativas à rede no call center da TIM e de 19% junto à Anatel, nos últimos seis meses.

Somado a isso, a operadora está investindo mais de R$ 50 milhões em uma nova plataforma de CRM, que aumentará a capacidade de resposta imediata às chamadas dos assinantes, de forma a ganhar eficiência e qualidade no serviço de atendimento ao cliente. A cobertura 3G chegou a 27 novas cidades, totalizando 925 municípios e 76% da população urbana do país, e a tecnologia 4G está disponível em oito capitais.

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