Claro confirma: será companhia aberta, mas sem negociação em bolsa
De acordo com Zenteno, o processo de integração está “bem encaminhado”, incluindo processos de sistema, desenvolvimento e unificação de responsabilidades e atribuições. “Vamos ter essa implementação antes do final do ano, mas, como foi confirmado pela América Móvil, não temos, no momento, a intenção de fazer uma oferta pública de ações (OPA). Será (uma empresa) pública, vamos cumprir com toda a regulação da bolsa de valores, mas não teremos, até o momento pelo que foi divulgado pela AMX, a OPA”, declarou. Ou seja: a Claro será uma companhia aberta conforme exigiu a Anatel na permissão da integração das empresas, mas o pedido de registro foi feito na categoria A, o que significa que ela não terá suas ações negociadas na bolsa.
A divisão de negócios será de acordo com os clientes e a estrutura (se cabeada ou não) usada. “A Embratel tem mercado corporativo, satélites, fibra, entrega de data center, nuvem, e agora também incluindo telefonia móvel nessas soluções; a marca tem necessidade específica. A Claro é multisserviço, e a Net também, mas (esta) atua na cobertura cabeada nas principais cidades do País”, explica o executivo, ressaltando a interação entre as marcas nas ofertas de produtos quad-play. Em comum, as operações contarão com cobertura satelital de TV (DTH) e a tecnologia móvel para telefonia e dados.
Os atuais presidentes de cada operadora permanecerão como CEOs (diretores executivos) de cada unidade de negócio: José Félix na Net, José Formoso Martínez na Embratel e o próprio Carlos Zenteno na Claro. “Criamos um conselho, chamado América Móvil Brasil, onde participamos os três CEOs, e também o CEO da América Móvil (Daniel Hajj), o CFO (Carlos García Moreno Elizondo), o COO (Oscar Von Hauske) e todos os OOs. Estamos com essa governança bem definida.”
Novo posicionamento
Tanto a ideia é manter o nome independente das outras unidades de negócio que a companhia anunciou também nesta terça-feira seu novo posicionamento de marca, com ênfase no consumidor final, com campanhas publicitárias com apelo emocional e o bordão “É você quem faz o agora”. “Tudo isso está perfeitamente alinhado e claramente definidos internamente”, diz, citando reposicionamento recente da Embratel com objetivo semelhante. “Precisamos fazer algumas mudanças, precisamos sair do formato mais racional, mais tangível de serviços, para ir a um terreno mais emocionante, que permite chegar ao coração do cliente”, destacou Zenteno.




