Brasil defende marco regulatório para serviços de TI na AL

fev 13, 2010 by

América do SulO Brasil aproveitou a realização do Primeiro Seminário Internacional de software e TI, realizado em São Paulo, nos últimos dois dias – 11 e 12 de fevereiro – para propor mecanismos de financiamento, via BNDES, para que governos latinos adquiram serviços produzidos no país.

Segundo o gerente de projeto do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Rafael Moreira, um dos pontos destacados pelo Brasil foram as operações do BNDES de disponibilização de recursos para bancos comerciais dos países da região com o objetivo de financiar exportações e investimentos de empresas brasileiras nos demais países.

Outra discussão foi sobre um modelo de certificação de processos unificado para ser adotado pela indústria de software e serviços de TI da América Latina. Trata-se de um projeto chamado Regionalização Latino Americana da Indústria de Software (Relais), que receberá este ano investimentos de US$ 4 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Além disso, o Brasil, que ficou responsável pelo GT sobre software, também defendeu a harmonização de marcos regulatórios na América Latina e Caribe no que diz respeito a acordos comerciais na área de serviços.

O “I Seminário Internacional de Software e Serviços de Tecnologia da Informação: Políticas Públicas e Estratégias Empresariais para a América Latina e o Caribe” reuniu governos, empresas e universidades de países da região com foco na discussão sobre competitividade internacional.

Nesse contexto, empresas de software e prestação de serviços de TI discutiram a formação de um bloco econômico do setor na América Latina. O objetivo é criar um ambiente de cooperação para integrar estratégias de negócios e fortalecer as companhias do segmento na região, visando o mercado de exportação.

A formação de blocos também tem o objetivo de resolver problemas comuns que a indústria de software da região enfrenta, como peso da carga tributária sobre a folha de pagamento e falta de mão-de-obra especializada. As entidades pretendem se reunir para elaborar uma agenda até o fim do ano e traçar as diretrizes do plano estratégico que será apresentado aos governos locais.

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