Sai Telefónica, entram América Móvil e Facebook na comissão de banda larga da ONU
A Comissão de Banda Larga da Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu promover mudanças em sua cadeia de comando. Em reuniões realizadas no sábado e domingo, foram definidos 22 novos nomes para integrar a iniciativa. A América Móvil ganhou espaço, com a entrada de Carlos Slim, maior acionista da operadora, no comando, ao lado do presidente de Ruanda, Paul Kagame, na presidência. Houlin Zhao, vice-presidente da UIT, e Irina Bokova, diretora-geral da Unesco, ocuparão a vice-presidência. Nenhum desses cargos existiam.
A Telefónica, que era representada por César Alierta, CEO do grupo espanhol, deixou de figurar entre os comissários que vão liderar a iniciativa. Outras ausências no novo quadro de líderes são da entidade GSMA, que foi representada até o começo do ano por Anne Bouverot; da Alcatel-Lucent, até então presente através do ex-CEO Michel Combes; e de representante de operadoras chinesas, antes presentes através do CEO da China Mobile, Wang Jianzhou.
Entre os 22 novos nomes estão John Chambers, CEO da Cisco; Nicholas Negroponte, do MIT Media Lab e criador do projeto One Laptop per Child; Hans Vestberg, CEO da Ericsson; Sun Yafang, da Huawei; e Kevin Martin, ex-integrante da agência reguladora de Telecomunicações dos Estados Unidos, e atual responsável pelas políticas de acesso global do Facebook, como Internet.org.
A organização é responsável pela definição de metas e do plano de ação da UIT e da Unesco para estimular programas de conexão nos países pouco desenvolvidos ou em desenvolvimento. Criada em 2010, os comissários eram os mesmos há cinco anos. A comissão vai tocar as políticas para desenvolvimento sustentável, mundo afora, na área de tecnologias da informação e comunicação (TICs).
Também na conferência realizada no final de semana, entre os dias 25 e 27 de setembro, representantes dos países, da ONU, da academia, do terceiro setor e do setor privado definiram 17 metas que deverão ser buscadas até 2030 pelos países-membros da organização. Estão lá ideais como fim da pobreza e da fome, promoção da igualdade de gênero e acesso a fontes de energia e diminuição da desigualdade entre os países.
Rafael Bucco, Tele Síntese, Segunda-feira, 28 de Setembro de 2015




