TIM tem aumento de 50% no lucro líquido no terceiro trimestre
A TIM divulgou nesta segunda-feira, 3, resultados financeiros do terceiro trimestre de 2025 que apontaram crescimento de 4,5% na receita da operadora e aumento de 50% no lucro líquido – para R$ 1,208 bilhão, ou o maior resultado já alcançado pela companhia.
Veja abaixo os principais números da TIM no terceiro trimestre, que apontaram leve desaceleração comercial na comparação ao segundo tri:
- Receita líquida total: R$ 6,711 bilhões (+4,5%);
- Receita do serviço móvel: R$ 6,203 bilhões (+5,2%);
- Ebitda normalizado: R$ 3,469 bilhões (+7,2%);
- Margem Ebitda normalizada: 51,7% (+1,3 ponto percentual);
- Investimentos (capex): R$ 974 milhões (+8,6%)
- Lucro líquido: R$ 1,208 bilhão (+50%).
Segundo a tele, os resultados foram “consistentes rumo ao cumprimento das metas de 2025”. Os números foram impulsionados principalmente pela “robusta” performance do pós-pago, relata a TIM: o segmento teve crescimento de 10,9%.
A receita líquida por usuário (ARPU) do pós-pago ficou em R$ 55,5 entre assinantes humanos (+4,3%), também atingindo o maior valor já registrado pela companhia.
Já a receita de pré-pagos registrou queda de 8,9% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, recuo destacado como menos acentuado pela empresa, levando a ARPU de R$ 14,6 (-2,1%).
A TIM possui uma base total de 62,6 milhões de assinantes móveis (+0,8% em um ano): 32,3 milhões pós-pagos e 30,2 milhões, pré-pagos.
Banda larga
A receita de serviços fixos da TIM caiu 0,7% no terceiro trimestre, para R$ 331 milhões. Especificamente no serviço TIM Ultrafibra, a redução foi de 2,4% na receita e de -4,4% no ARPU (para R$ 94,7).
No entanto, a operadora enxerga uma recuperação operacional na unidade de banda larga, com expectativa de estabilidade na base no quarto trimestre. Ao fim do terceiro tri eram 823 mil assinantes no TIM Ultrafibra (+3,7% em um ano).
Financeiro
Segundo a TIM, o “sólido desempenho operacional, com avanço nas receitas e eficiente controle de custos” justificaram a alta no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) – que somou R$ 3,469 bilhões, expandindo 7,2%.
Já a margem Ebitda ficou em 50,7% na base normalizada e em 40,4% se considerados efeitos de arrendamentos (“leases”). A empresa ainda está arcando com multas pelo descomissionamento de estações.
No investimento, a alta de 8,6% ocorreu após uma menor intensidade de aportes no segundo trimestre – agora parcialmente compensada, mas ainda dentro da meta anual de capex da operadora.
No acumulado de 2025, o investimento da TIM está estável em R$ 3,195 bilhões, sendo R$ 974 milhões empregados terceiro trimestre.
Henrique Julião, Teletime, 3 de novembro de 2025




