Banda larga móvel: chips M2M não decolam e modems desabam nas vendas
A desoneração para o M2M começou a valer no dia maio passado, com a publicação do decreto 8234/2014, no Diário Oficial da União. Nele ficou estabelecido que serão reduzidas tarifas como a Taxa de Fiscalização de Instalação (TFI) – cobrada na ativação de chip, e a Taxa de Fiscalização de Funcionamento (TFF) – cobrada anualmente sobre cada chip. No caso de sistemas M2M que utilizam redes móveis celulares, a TFI sobre cada dispositivo será reduzida de R$ 26,83 para R$ 5,68; já a TFF passará de R$ 8,94 para R$ 1,89.
Em outubro passado, aconteceu a primeira reunião da Câmara de Gestão e Acompanhamento do Desenvolvimento de Sistemas de Comunicação Máquina a Máquina, que conta com representantes do governo – Minicom, MCTI e MDIC – da Anatel, instituições de pesquisa e do setor privado, tanto fabricantes de equipamentos de tecnologias da informação e comunicações como desenvolvedores de aplicativos em M2M.
A ideia da Câmara era o de fomentar a produtividade e o consumo da tecnologia. O governo, à época, projetou que o Brasil teria mais de 23 milhões de equipamentos M2M no Brasil em 2016. Um dos grandes impulsionadores do mercado M2M, segundo especialistas, será a massificação dos objetos conectados, a Internet das Coisas.
A banda larga móvel por meio de chip, que chegou a ser apontada como uma substituta da banda larga fixa, também registrou queda. Em janeiro do ano passado, os chips para banda larga móvel respondiam por 2,57% do mercado. Mas a queda foi se acentuando e, em dezembro, respondiam apenas por 2,29%. A explicação está na massificação dos smartphones – que terminam funcionando como roteadores a partir dos planos de dados contratados, especialmente, no 3G e 4G.
Segundo ainda a Anatel, o Brasil encerrou o exercício de 2014 com 280,73 milhões de linhas ativas na telefonia móvel – um crescimento de 3,55% em relação a dezembro de 2013 – e teledensidade de 137,96 acessos por 100 habitantes. No décimo segundo mês de 2014, os acessos pré-pagos totalizavam 212,93 milhões (75,85% do total) e os pós-pagos 67,80 milhões (24,15%).
Os números da Anatel mostram ainda que, enfim, a tecnologia 3G superou, de fato, o GSM no país, respondendo por 51,53% das linhas ativas. Em janeiro de 2014, o 3G somava 35,92%. O GSM terminou 2014 com 40,25%. Em janeiro passado, a tecnologia 2G somava 57,85%. O 4G ainda fica com 3,06%. No ranking nacional, a Vivo fechou o ano na primeira posição com 28,47%, mas com queda em relação a janeiro, quando tinha 28,55%.
A TIM desponta na segunda posição com 26,97%, mas também com queda em relação a janeiro de 2014, quando somava 27%. A Claro aparece na terceira posição com 25,33%, e também com queda em relação a janeiro, quando somava 25,35%. A Oi fica com a quarta posição, ou 18,14% e também registra queda em relação a janeiro de 2014 quando somava 18,52%. A Nextel aparece com 0,54%. Em janeiro somava apenas 0,38%.




